Toquinho celebra Dia dos Namorados e 60 anos de música em show especial no RioMar Fortaleza

No Dia dos Namorados, Toquinho desembarca no RioMar Fortaleza com o espetáculo “60 Anos de Música”, prometendo reunir clássicos da MPB, histórias de bastidores e emoções compartilhadas por diferentes públicos ao longo de seis décadas

Sâmya Mesquita
samyamesquita@ootimista.com.br

Cantor, compositor e violonista que marcou a Música Popular Brasileira, Toquinho chega a Fortaleza neste Dia dos Namorados para embalar amores e emergir memórias no Estacionamento do RioMar Fortaleza com o espetáculo “60 Anos de Música”.

São sessenta anos de carreira recheados de canções que atravessam gerações e de melodias que ajudaram a construir a história da música brasileira. A turnê, autoexplicativa, surge em um momento de reflexão para o músico. Ao olhar para as seis décadas de carreira, Toquinho não fala sobre recordes ou conquistas, mas sobre amadurecimento. “Acho que a principal transformação é que, com o tempo, a gente aprende a procurar menos o efeito e mais a verdade. No começo existe aquela vontade de mostrar tudo, de tocar tudo, de experimentar tudo. Depois a vida vai ensinando que a música precisa respirar”, comenta Toquinho com exclusividade ao Tapis Rouge. Segundo ele, a simplicidade passou a ocupar um lugar central em sua maneira de criar e interpretar. “Fui ficando mais simples. E digo isso como uma coisa boa. A simplicidade, quando é verdadeira, vem depois de muita estrada. Você começa a entender que uma nota, uma palavra, um silêncio, às vezes dizem mais do que uma explicação inteira”, afirma.

Encontro dos apaixonados

A escolha do Dia dos Namorados para receber o espetáculo dialoga diretamente com a essência de boa parte de sua obra. “O amor continua sendo o grande assunto. Mudam os costumes, muda a maneira de se comunicar, muda a pressa do mundo, mas no fundo as pessoas continuam querendo a mesma coisa: afeto, companhia, cumplicidade”, avalia o artista.

Entre as canções que melhor traduzem esse sentimento, ele destaca um clássico absoluto da música brasileira: “Eu lembraria de ‘Eu Sei Que Vou Te Amar’, dos meus grandes amigos e parceiros Vinicius de Moraes e Tom Jobim, que tem essa entrega amorosa muito direta, muito bonita e muito brasileira também”. O artista adianta que outras composições podem surgir como surpresas ao longo da apresentação, como “Minha Namorada”, de Carlos Lyra, além da emblemática “Chega de Saudade”, uma das sementes da MPB.

A criança em cada um

O espetáculo também se apresenta como uma viagem pela memória afetiva do público. Poucas canções representam tão bem essa dimensão quanto “Aquarela”, composição que há décadas ultrapassa os limites de uma simples obra musical para se transformar em patrimônio emocional de diferentes gerações. “’Aquarela’ deixou de ser apenas uma música minha. Virou uma lembrança coletiva”,celebra Toquinho. Ao longo dos anos, ele testemunhou diferentes formas de conexão do público com a canção: “Vejo pessoas cantando com os filhos, com os netos, professores, gente que ouviu na escola, gente que se emociona por motivos muito diferentes. Quando uma canção chega a esse ponto, ela passa a ter uma vida própria”.

“O Caderno”, minha favorita, é uma dessas canções que parecem simples, mas são cheias de significados. Para o músico, falar especificamente de passagem do tempo, de memória e de despedida reflete o respeito com que sempre tratou seu público mais jovem. “Talvez o ponto seja não subestimar a criança. Ela percebe muito mais do que a gente imagina. Pode não explicar racionalmente, mas sente”, reflete.

Encontros inesquecíveis

Falar da trajetória de Toquinho também significa revisitar algumas das parcerias mais importantes da música brasileira. Ao longo da carreira, ele dividiu composições e palcos com nomes como Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque e Jorge Ben Jor. “A arte nasce muito do encontro. E o encontro de verdade pede generosidade. Ninguém cria bem tentando se impor o tempo todo”, analisa.

Se o espetáculo revisita o passado, ele também aponta para o futuro. Aos 79 anos, o artista sequer pensa em ponto final. “O que me move ainda é a música. O violão continua me chamando. Às vezes uma harmonia nova, uma frase, uma lembrança, uma conversa, tudo isso pode abrir uma porta”. Por isso, a celebração de seis décadas de trajetória é uma continuidade, tanto para Toquinho quanto para novos e vindouros amores e infâncias. “Celebrar 60 anos de carreira, para mim, não é fechar um livro. É olhar para tudo o que passou com felicidade e seguir tocando, porque ainda há muitos encontros pela frente”, conclui.

serviço

Toquinho em Fortaleza
Sexta-feira (12), às 20h15, com abertura dos portões às 18h
No Estacionamento do Shopping RioMar Fortaleza (Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500, Papicu)
Ingressos individuais entre R$ 225 (Platinum) e R$ 275 (Premium)
Mais: @riomarfortaleza

 

RELACIONADOS

PUBLICIDADE

POPULARES