O Otimista traz dicas de obras que celebram e discutem a Semana de Arte Moderna de 1922, que completa 100 anos

No centenário de um dos movimentos artísticos mais importantes da cultura Brasileira, O Otimista traz uma seleção que celebra e discute o Modernismo e suas raízes, incluindo relançamentos de obras famosas e exibição de filmes. Confira 

Um evento organizado por um grupo de intelectuais e artistas por ocasião do Centenário da Independência em 1922, acabou se desdobrando em um verdadeiro marco na história de São Paulo, além de ser considerado por muitos como um divisor de águas na cultura brasileira. Conhecido como a Semana de Arte Moderna, o festival incluiu exposição com cerca de 100 obras, aberta diariamente no saguão do Teatro Municipal de São Paulo, e três sessões noturnas de apresentações de literatura e música. Tendo ocorrido entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1992, a festa cultural que reivindicava também a valorização de uma arte que tivesse relação com a realidade brasileira está completando 100 anos. Em alusão à data, coletâneas de ensaios e reedições de obras marcantes serão lançadas ao longo de 2022. Além disso, a programação audiovisual exibe os frutos do também chamado Modernismo. Conheça alguns destaques!

1922 e depois

O legado da Semana de Arte Moderna e sobretudo o de seus principais artistas são evocados neste livro, com textos de Mário de Andrade, Rubem Braga e Walmir Ayala. No decorrer das páginas, entram histórias de artistas brasileiros modernos, tais como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Villa-Lobos, Sergio Milliet, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Oswald de Andrade.

O Guarda-Roupa Modernista

Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade formaram um par icônico da cultura brasileira. O casal Tarsiwald — apelido cunhado por Mário de Andrade — se consagrou como um símbolo tanto no campo das artes visuais quanto no da literatura. Em O guarda-roupa modernista, a professora e pesquisadora Carolina Casarin mostra como os dois se apropriaram da moda para deixar a sua marca. Pesquisa revela como os ideais modernistas e as contradições do movimento podem ser compreendidos a partir da escolha das roupas de dois notáveis intérpretes do Brasil.

Parque Industrial

Nova edição do romance seminal de Patrícia Galvão, atento à vida da mulher proletária, que ela publicou aos 22 anos. Marco inegável da literatura brasileira, Parque industrial é uma reflexão brutal sobre classe, gênero, poder e desejo.

Tarsilinha e as Cores e Tarsilinha e as Formas

A Editora Melhoramentos está lançando dois livros que trazem as obras de Tarsila do Amaral para crianças. Os livros trazem páginas recheadas com obras famosas da artista plástica, como Abapuru, A Cuca, Antropofagia, Caipirinha, Manacá e muitas outras. Em Tarsilinha e as Cores, as crianças são apresentadas à beleza das cores que compõem as pinturas da artista e alusões a coisas do cotidiano. Em Tarsilinha e as Formas, além de ensinar as formas geométricas por meio dos elementos que compõem as pinturas, a personagem mostra como é possível usá-las para desenhar várias coisas, como o sol, as casas e outros objetos. As duas histórias foram escritas por Patrícia Engel Secco e Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta da artista e palestrante especializada em sua vida e obra.

Homenagens na TV

Neste fim de semana, a TV Cultura exibe dois filmes icônicos na programação especial pelo Centenário da Semana de Arte Moderna de 22. O Rei da Vela, inédito em TV aberta, vai ao ar sábado (12), e Macunaíma será exibido no domingo (13), ambos a partir das 22h30, na faixa Cine Cult. 

Dos palcos para as telas, o primeiro longa vem da montagem teatral do grupo Galpão e faz parte do movimento Tropicalista, que segue a peça homônima de Oswald de Andrade. O filme reúne a remontagem da peça que foi feita em 1971, imagens alegóricas e trechos de filmes, tecendo um painel político e atualizado das relações político-econômicas das camadas sociais do Brasil. Já Macunaíma, adaptação da obra de Mário de Andrade que conta a história de um anti-herói, inova a estética do Cinema Novo ao incorporar elementos da chanchada, através da atuação de Grande Othelo, e transfigurar fatos da vida política, que invadem o relato épico das andanças de Macunaíma entre figuras da mitologia popular brasileira.

O Curta! e o Curta!On também entrarão nas homenagens. Com sinal aberto até o final deste mês, o canal disponibiliza programação que pode ser acompanhada de maneira gratuita na internet, no site do canal (canalcurta.tv.br/Viainternet). Seis atrações sobre grandes artistas modernistas foram reunidas numa maratona que será exibida no canal, dentre eles Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Anita Malfatti e Mário de Andrade. Mais detalhes sobre a programação podem ser acompanhados no perfil do canal no Instagram (@canalcurta).

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