Meu Nome é Gal, cinebiografia em homenagem à cantora Gal Costa, estreia nas telonas nesta quinta-feira (12). Protagonizada por Sophie Charlotte, produção promete mostrar bastidores da vida e da carreira de uma das maiores cantoras do País
Danielber Noronha
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Ela fez parte do alto escalão da Música Popular Brasileira, bateu de frente com o militarismo durante a ditadura e entregou incontáveis hits em quase 60 anos de carreira. Gal Costa praticamente respirava música e isto deverá ser percebido pelos fãs a partir desta quinta-feira (12), quando chega aos cinemas a cinebiografia Meu Nome é Gal. No filme dirigido por Dandara Ferreira e Lô Politi, quem dá vida à artista é a atriz Sophie Charlotte.
O longa-metragem promete apresentar um recorte específico da vida de Maria da Graça Costa Penna Burgos, também conhecida como Gracinha, ela que anos à frente se tornaria a inconfundível Gal Gosta. Baiana de nascença, ela decide, aos 20 anos, se mudar para o Rio de Janeiro, onde se junta aos companheiros de vida Caetano Veloso (Rodrigo Lelis), Maria Bethânia (interpretada pela diretora Dandara Ferreira), Gilberto Gil (Dan Ferreira) e Dedé Gadelha (Camila Mardila). Luis Lobianco interpreta o empresário Guilherme Araújo, que se torna agente da cantora e está ao lado dela na escolha do nome artístico e no lançamento da carreira. George Sauma faz o papel do poeta, compositor e diretor Waly Salomão, fundamental na construção do contexto estético da turnê Fa-tal – Gal a todo vapor (1971), considerada um marco, que a consolidou como a voz da contracultura brasileira.
Para chegar ao patamar no qual o público acostumou-se a vê-la, a produção retrata Gal precisando lidar com um inimigo pessoal: a timidez. À medida em que toma ciência de suas próprias potências, ela desabrocha junto de movimentos importantes da sociedade, como o Tropicalismo. Já sabendo dessa grandeza ímpar, ela se torna uma voz potente contra a repressão militar e a censura política. Além dela, Caetano, Bethânia e Gil, o filme mostra como a trupe composta, ainda, por Jards Macalé, Tom Zé e Wally Salomão enfrentaram o peso de serem figuras vanguardistas em meio a um Brasil mergulhado numa onda de conservadorismo e à violência impostos pela ditadura militar.
Homenagem póstuma
Depois de ter as gravações encerradas, veio a notícia que ninguém esperava: o falecimento de Gal Costa, em novembro do ano passado, aos 77 anos. Com a partida da grande homenageada, o filme, segundo a realizadora Dandara Ferreira ganhou um peso maior, fazendo a equipe revisitar o material já fechado para acrescentar novos materiais e nuances da artista. Como exatamente seria feito esse aprofundamento não foi falado pela diretora. Dandara foi também a responsável pelo documentário O Nome Dela É Gal (2016).
O que já se sabe, após a morte de Gal,é que a voz original da artista foi sobreposta à de Sophie nas cenas onde ela grava em estúdio ou aparece cantando em shows. Antes, seria a voz de Charlotte que o público ouviria do começo ao fim da sessão. Agora, isto só será possível nas cenas onde ela canta com amigos, pois não há registros gravados de Gal nestas circunstâncias. A ideia da mudança é justamente fazer os fãs aplacarem um pouco da saudade da diva nacional.
Fato é que a partir desta semana mais uma mídia estará disponível para as antigas e novas gerações mergulhar na obra da artista que entregou mais de 30 álbuns ao longo de 57 anos de carreira e revolucionou a música nacional. Agora, prepare o lencinho e boa sessão!
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Meu Nome é Gal
Cinebiografia estreia nesta quinta-feira (12) nos cinemas
Duração: 87 min


















