Marcando retorno de Spielberg à ficção científica, “Dia D” estreia nesta semana com grande elenco e ares de superprodução

Contendo mais verdade do que ficção, segundo o próprio criador, Steven Spielberg, “Disclosure Day” (“Dia D”) chega aos cinemas nacionais nesta quinta-feira, 11. Uma das produções mais aguardadas do ano, a ficção científica responde uma das perguntas que mais intrigam a humanidade: “Afinal, estamos sozinhos no Universo?”

Onivaldo Neto
onivaldo@ootimista.com.br

Após duas décadas da última incursão pelo universo dos visitantes interplanetários, o lendário diretor Steven Spielberg (“E.T O Extraterrestre”, 1982) está de volta ao gênero que moldou sua história no cinema com “Disclosure Day” (“Dia D”). Com estreia nas telonas brasileiras nesta quinta-feira, 11, o novo longa-metragem se debruça sobre as consequências de uma revelação irrefutável de vida extraterrestre na Terra. Com roteiro assinado pelo consagrado David Koepp (“Guerra dos Mundos”, 2005), o filme traz um elenco estelar liderado por Emily Blunt, Josh O’Connor e Colman Domingo, prometendo ser um dos eventos cinematográficos do ano ao misturar ficção científica de alto nível e o sucesso em bilheterias ao redor do mundo.

Ponto de partida

O mistério e a tensão dão o tom à narrativa do filme. Na trama, o estopim para o caos global começa quando Margaret (Emily Blunt), uma respeitada apresentadora de meteorologia, sofre uma estranha crise em plena transmissão ao vivo. Emitindo sons e movimentos desconexos, fica evidente que ela está sendo controlada por uma força externa e invisível. O incidente não tardou a se repetir. Outros episódios intrigantes de controle mental passam a acontecer de forma esporádica ao redor do planeta, trazendo a confirmação definitiva de que a humanidade não está sozinha no universo, o que causa uma onda de pânico.

Enquanto o mundo entra em colapso, Daniel Kellner (Josh O’Connor), um especialista em cibersegurança, percebe que o escândalo global está conectado a dados ultra secretos que ele mesmo protegia. As informações pertencem ao império tecnológico do bilionário Noah Scanlon (Colin Firth). Diante da gravidade da situação, Kellner decide roubar os arquivos confidenciais, embarcando em uma missão de alto risco para expor uma verdade que se tornou a única esperança para salvar milhões de vidas.

Sem IA

Em uma era de crescente domínio digital no cinema, Emily Blunt fincou o pé em favor do talento orgânico nos bastidores de “Dia D”. Antes mesmo do lançamento daquele que já é considerado um dos maiores blockbusters de ficção científica do ano, a estrela britânica revelou que se recusou terminantemente a utilizar Inteligência Artificial (IA) para aprimorar ou modificar seu desempenho em cena. A decisão foi motivada pelo desejo da atriz de buscar a autenticidade para o momento mais tenso de sua personagem.

Em vez de recorrer aos algoritmos, Blunt confiou em sua própria capacidade criativa, acreditando que conseguiria fazer alguns sons realmente estranhos por conta própria. Toda a perturbadora sonoplastia da cena em que a personagem perde o controle corporal foi desenvolvida por ela mesma, em conjunto com o designer de som do longa-metragem. Blunt confessou ainda que se sentia desconfortável com a ideia de delegar à tecnologia generativa a criação e o refinamento daquela linguagem “não-humana” — uma das passagens mais impactantes e perturbadoras da produção.

Evolução cinematográfica

Para o diretor Steven Spielberg, “Dia D” representa muito mais do que um novo filme em sua filmografia; trata-se de uma evolução natural dos conceitos que ele mesmo introduziu no cinema há cinco décadas com o clássico “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (1977). O cineasta compartilhou em entrevista à imprensa que sua visão sobre o tema amadureceu significativamente com o tempo, revelando estar muito mais propenso, hoje, a acreditar que a humanidade não representa a única civilização inteligente no universo.

Ainda segundo Spielberg, a nova produção é uma história coletiva sobre a humanidade enfrentando o evento mais extraordinário de sua trajetória, já que, diante de uma revelação dessa magnitude, o mundo será obrigado a aceitar o fato de que nunca esteve sozinho. O diretor encerra sua reflexão propondo que a obra funciona como uma espécie de aviso para o público, relembrando que, no passado, costumava se questionar sobre o quão maravilhoso seria se toda aquela ficção fosse real. Porém, hoje, seu pensamento mudou, focando no impacto que haveria se as pessoas finalmente tivessem a plena consciência de que tudo aquilo é verdade.

serviço

Filme “Disclosure Day” (“Dia D”)
Estreia nesta quinta-feira (11), nos cinemas brasileiros
Duração: 145 minutos
Ficção científica
Classificação 12 anos

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