Diretor de “O Shaolin do Sertão 2”, Halder Gomes detalha processo de produção do longa que estreia nesta semana

Dez anos após o lançamento, “O Shaolin do Sertão” ganha sequência repleta de ação, humor e emoção. O diretor Halder Gomes e o protagonista Edmilson Filho unem forças mais uma vez na produção, que retoma a história de Aluísio Li. Ao Tapis Rouge, o cineasta revela detalhes do novo filme e fala sobre a parceria que mantém com o ator

Onivaldo Neto
onivaldo@ootimista.com.br

Apenas Halder Gomes, diretor fortalezense de prestígio nacional, poderia levar às telonas uma história com o DNA do humor cearense tão presente quanto em “O Shaolin do Sertão”. O longa, que em 2016 levou mais de 600 mil pessoas aos cinemas e arrecadou cerca de R$ 8 milhões em bilheteria, ganhou uma sequência com estreia em todo o País nesta quinta-feira, 20. Retomando as aventuras e desventuras do personagem Aluísio Li, interpretado pelo ator Edmilson Filho – parceiro de longa data de Gomes –, a produção reúne um elenco estrelado, com nomes como Priscila Fantin, Marcelo Serrado, Falcão e Marcos Veras.

Enredo

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Na nova trama, que se passa uma década após os eventos do primeiro longa-metragem, o protagonista, Aluísio Li (Edmilson Filho), precisa recuperar a autoestima para encarar uma jornada em busca de suas raízes chinesas, envolvendo-se em novos conflitos na tentativa de se consagrar como um verdadeiro mestre das artes marciais. A continuação aposta em uma narrativa repleta de adversários e reviravoltas cômicas. Ao longo da história, o herói sertanejo enfrenta desafios inéditos e figuras atrapalhadas, até atingir seu objetivo principal no universo das lutas.

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Priscila Fantin integra o elenco

Mudanças

Em entrevista exclusiva ao Tapis Rouge, Halder detalha que existem diversas diferenças entre os dois filmes, que, segundo ele, foram impostas pelo próprio tempo. A passagem de quase uma década na vida dos personagens fez com que diversas coisas mudassem, conforme o diretor. “Às vezes o tempo afaga ou dá lapadas e, no caso do ‘póbi’ do Aluízio, foi só chibata. Isso o coloca numa urgência de se reerguer e se reinventar. Para isso ele precisa juntar o que restou do universo anterior – os amigos em especial – para encarar os novos desafios”, comenta.

Ainda de acordo com o cineasta, as duas produções também se distinguem pelos seus universos. “No primeiro, o mundo de Aluízio é apresentado ao espectador e tudo vai se revelando: suas paixões, sonhos, amores, amizades, paisagens. Tudo num ritmo próprio, até que esse universo é abalado com a chegada de Tora Pleura. Tudo se converge para uma só luta final. No segundo, esse universo já está estabelecido e o filme ganha um ritmo mais ágil e dinâmico – um pouco ao estilo videogame – e o número de lutas e desafios é bem maior. Aluízio não terá apenas que lutar no campo físico, mas também no espiritual”, relata.

Contudo, os longas ainda mantêm semelhanças. Assim como na produção de 2016, ação de qualidade, humor com jeitinho cearense e uma história cativante não faltam na sequência deste ano. “O espectador pode esperar um filme incrivelmente bem produzido, que não deve nada aos melhores filmes estrangeiros. Porém, com nossa identidade, comédia, paisagens, sotaque e muita ação! Cada desafio tem uma personalidade rítmica e estética. É um filme que termina com aquele gostinho de ‘quero mais’, e isso eu prometo entregar. Sempre digo: ‘espere o inesperado'”, destaca Halder.

serviço

Filme “O Shaolin do Sertão 2”
Estreia nesta quinta-feira (20), nos cinemas brasileiros
Comédia/Ação
Classificação 12 anos

 

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