Vencedor do Grammy Latino, músico Yamandu Costa apresenta concerto Esperançar no Cineteatro São Luiz. Ao Tapis Rouge, ele detalha o espetáculo que ocorre neste domingo
Danielber Noronha
danielber@ootimista.com.br
Fazendo jus ao significado por trás do nome, de origem tupi-guarani, Yamandu Costa pretende encher de luz o Cineteatro São Luiz. Com o concerto Esperançar, o músico se apresenta neste domingo (15), a partir das 18 horas. Ingressos custam R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), com vendas no sympla.com.br ou na bilheteria física do equipamento situado na Praça do Ferreira, no Centro da Cidade.
Natural de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, começou na música ainda na infância, rodeado por uma família que fazia bailes e animava eventos no Sul brasileiro. Sendo assim, seguir o mesmo caminho foi praticamente natural, conforme conta o músico em entrevista ao Tapis Rouge. “Quando me dei conta, já estava nos palcos, me apaixonei mudo pelo sonho que é poder fazer e viver da música”, comenta. O resultado disso foi quase uma mutação com seu melhor amigo de trabalho: um violão de sete cordas. “O violão é para mim o segundo meio de fala que tenho, é uma maneira de transmitir sentimentos e mostrar a minha forma de ver o mundo”, define.
É nesta simbiose musicada que ele faz brotar o concerto Esperançar, apresentado neste fim de semana aos fortalezenses. Segundo Yamandu, o repertório do show foi tomando forma durante o contexto mais crítico da pandemia da covid-19, na medida em que a agenda de concertos ia minguando. “Comecei a compor músicas para os lugares que não podia ir. E assim nasceu o Esperançar, que significa acreditar num futuro possível, tempo este que estamos podendo viver depois da vacina. É sobre pegar um momento triste e converter de alguma maneira em algo positivo”, detalha.
Em quase 25 anos de carreira, relembra Yamandu, foram muitos os esforços para ganhar o reconhecimento tido por ele hoje, que se tornou tão apurado ao ponto de chamar atenção dos votantes do Grammy Latino, que premiaram ele e o também músico Toquinho, em 2021, na categoria de Melhor Álbum de Música Instrumental, pelo disco Toquinho & Yamandu Costa – Bachianinha (Live at the Rio Montreux Jazz Festival). “Foi muito inesperado, mas muito feliz também. Todo artista procura esse reconhecimento, ainda mais estando ao lado do Toquinho, uma lenda da música brasileiro, amigo querido e um ser humano super generoso”, comemora.
Apesar disso, seguir na carreira de músico no Brasil, pondera o artista, não é tarefa das mais fáceis, ainda mais fazendo um som que foge do que é consumido pelos grandes mercados atualmente. “Tem que ser muito otimista para seguir nessa estrada, fazendo esse tipo de música, que não faz parte das programações da grande mídia, que não toca no rádio”, reflete. Por outro lado, aponta, há também uma universalidade presente nas notas do seu violão de sete cordas: “É possível viajar o mundo todo com ela [música], não é datada, atravessa o tempo e é sempre atual.”
Tendo reconhecimento e também ciente dos percalços, e preparado para tais, ele não tem grandes ambições daqui para frente e espera se tornar fonte de inspiração. “Quero poder deixar uma obra bonita, que transforme a visão dos músicos que estão por vir. Até lá, ter saúde para continuar compondo, ter inspirações e uma vida boa, com muitos amigos. Mais do que isso, a gente não precisa desejar”, finaliza.
Serviço
Concerto Esperançar
Neste domingo (15), às 18h
No Cineteatro São Luiz (R. Major Facundo, 500, Centro)
Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)
Vendas: sympla.com.br ou na bilheteria do equipamento


















