Especialistas indicam os melhores alimentos para incluir na lancheira das crianças

São muitas as opções na hora de preparar o lanche escolar das crianças. Especialistas na área alertam para os cuidados que os pais devem ter para garantir uma alimentação saudável e nutritiva 

Emanuel Furtado
emanuelfurtado@otimista.com.br

Frutas, carboidratos, líquido para alimentar e hidratar, proteína e uma pitada de criatividade. Na hora de organizar a lancheira que a criançada leva para o colégio, os pais ou cuidadores devem ter um cuidado todo especial para garantir uma melhor qualidade de alimentação e da saúde dos pequenos. Se seu filho precisa de muita energia, carboidratos como pães, biscoitos e bolos caseiros; bolachas sem recheios e tapioca estão entre as melhores opções para compor o lanche escolar.

“Com relação à frutas, o ideal são aquelas que podem ser consumidas com casca ou que a casca possa ser retirada facilmente, como maçã, banana, pêra, morango e uva. Ou mesmo aquelas que não escurecem e podem ser oferecidas cortadas em formato divertido em potes bem fechados, como melão, melancia, mamão, kiwi, entre outras”, explica a nutricionista Mariany Cardoso. “Além de nutritiva, a lancheira deve estar colorida! Capriche nos utensílios e cortes divertidos”, acrescenta ela.

De acordo com a nutricionista, no lanche não pode faltar proteína. “Ela é muito importante para a formação de novos tecidos, ossos e dentes. Então temos os queijos, leite, iogurtes, ovo, atum, franguinho desfiado e carne moída como opções”. Os líquidos – como água de coco e água comum –  são fundamentais para repor o que foi perdido durante as atividades escolares.

Mariany Cardoso alerta para os cuidados que os pais ou cuidadores devem ter na hora de montar a lancheira. “O cuidado principal é evitar ao máximo os produtos industrializados, cheios de conservantes e corantes. Quanto mais nomes esquisitos na lista de ingredientes dos produtos ultraprocessados, mais prejudiciais são à saúde, geralmente. Exemplo: salgadinhos, biscoitos recheados, sucos de caixinhas, danoninhos, refrigerantes, entre outros. Pois estão associados a doenças como alergias respiratórias, obesidade, diabetes, entre outras. Prefira os alimentos mais naturais. A dica é: desembale menos e descasque mais!”.

Também nutricionista, André Romão destaca que sempre se deve ofertar uma refeição saudável para as crianças na escola. “Junto com a criança devemos montar um pequeno cardápio de lancheira para que os pais se organizem com os alimentos necessários para preparar essa refeição. A fruta é o carro-chefe das opções para compor essa lancheira e alimentos preparados em casa. Nela, não devemos incluir alimentos industrializados ou com frituras. Um lanche ‘reforçado’ é ideal para nutrir essas crianças para que possam ter energia para estudar e brincar”, avalia ela.

Dividindo a vida entre Fortaleza e Amsterdam (Holanda), ao lado do pequeno Francisco Theo Bijmold (cinco anos), a estudante de medicina Daniele Costa tem que se adaptar aos dois países quando o assunto é alimentação escolar. Enquanto no país europeu ela tem a obrigação de montar a lancheira do filho – com critérios bem rígidos -, na capital cearense procura supervisionar o cardápio oferecido pela escola em que ele estuda.

“Hoje em dia, a escola dele aqui no Brasil oferece o cardápio semanal feito por uma nutricionista. Já na Holanda, eu fazia o lanche, onde sempre foi obrigatório ter uma fruta. Não pode ter esses suquinhos em caixinhas. O leite tem que ser puro e meio gordo – como se fosse o desnatado daqui – e nada de açúcar. Além disso, um pão com recheio com queijo e presunto ou com chocolate, geleia e pasta de amendoim”, explica Daniele.

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