Documentário sobre o Pessoal do Ceará está sendo filmado com participação de grandes nomes da música do estado

Pensado em 2010, o documentário “Pessoal do  Ceará – Lado A Lado B” segue em ritmo de gravação até o final de outubro, com a participação grandes nomes, como Ednardo, Teti, Mona Gadelha, Amelinha e Petrúcio Maia 

Emanuel Furtado
emanuelfurtado@ootimista.com.br

Um dos momentos mais marcantes da história da música cearense vai ganhar um novo capítulo: o documentário Pessoal do Ceará – Lado A Lado B. Previsto para ser lançado em caráter educacional no começo do primeiro semestre de 2022, na capital cearense e em algumas cidades do Interior do estado, o filme faz uma pesquisa analítica de 10 anos da música cearense com a participação de cantores, compositores, poetas e intelectuais. No último sábado (14) foi realizada uma coletiva de imprensa, no foyer do Theatro José de Alencar, para explicar a construção do longa-metragem.

“O documentário faz um recorte de 1969, com a gênese do que se chamou Pessoal do Ceará, a 1979, com o evento Massafeira Livre no Theatro José de Alencar. Ednardo, Fagner, Belchior, Rodger Rogério, Teti, Fausto Nilo, Jorge Mello, Augusto Pontes, Wilson Cirino, Brandão, Petrúcio Maia, Sergio Pinheiro, Dedé Evangelista, Lauro Benevides, Ricardo Bezerra, Amelinha, Mona Gadelha, Lucio Ricardo… são alguns desses artistas presentes no documentário”, explica o cineasta e diretor Nirton Venâncio, que também é poeta, roteirista, além de professor de literatura e cinema.

Segundo o diretor, o documentário foi pensado em 2010, “quando lembrei do meu primeiro encontro com Belchior em 1977, no estúdio da Rádio Iracema no programa de Will Nogueira, Terral, e ganhei do cantor o LP Coração Selvagem. Belchior, assim como Fagner, não se integrava ao que se passou a chamar no começo dos anos 70 como Pessoal do Ceará. Isso me estimulou a pesquisar”, explica ele.

Além dos artistas citados por Nirton Venâncio, o filme, que continua em fase de gravação, conta com a participação de outros grande nomes com Stelio Valle, Claudio Pereira, Manassés de Sousa, Pekin, Ieda Estergilda, Chico Pio, Calé Alencar, Angela Linhares, Francisco Casaverde, Gracco, Caio Silva, Rogério Soares, Régis Soares, Vicente Lopes, Pachelli Jamacaru, entre outros.

“Os locais escolhidos para as entrevistas são espaços com os quais os entrevistados se identificam, o seu habitat, o seu mundo, a sua rua e sua calçada, a sua sala e o seu quintal, a sua subida de serra, o seu pedaço de mar. Sala de casa, estúdio de gravação, mesa de bar, rua deserta, teatro vazio… qualquer geografia física e sentimental pode ser um local de gravação”.

O cineasta informou que o filme foi contemplado pelo Edital da Lei Aldir Blanc de Audiovisual da Secult do Estado do Ceará, após dez anos de tentativas de financiamentos, e que planeja uma série de ações para a estreia. “O documentário estará concluído no final de outubro, mas o lançamento será no começo de 2022, em uma data ainda não definida. Não será um lançamento pelo lançamento, quero fazer um acontecimento, uma semana com debates, palestras, exposição de fotos e material do meu arquivo de pesquisa, pequenos shows e a exibição do filme”, explica.

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