Atenção para as compras compulsivas neste fim de ano. Confira dicas para evitar gastos desnecessários

Aberta a temporada de Natal e você já comprou presente para a família e todos os amigos? Fique atento para não passar da conta! Confira as dicas para evitar fazer compras por impulso e não exagerar nos gastos de Natal

Naara Vale
naaravale@ootimista.com.br

Mais um Natal e a lista de presentes não para de crescer? Ou pior, não existe lista, mas os presentes debaixo da árvore só se multiplicam? Cuidado, você pode estar comprando por puro impulso! Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 8% da população mundial sofre de um transtorno chamado oniomania, em que comprar se torna uma necessidade psicológica, uma compulsão.

Claro que comprar presentes de Natal para amigos e familiares não faz de você (necessariamente) um oniomaníaco, mas é importante ficar atento aos sinais de que você está exagerando nas compras. Em muitos casos, elas acontecem por impulso e podem trazer consequências psicológicas e financeiras.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que 41% dos consumidores que compram por impulso estão inadimplentes. Outro estudo das mesmas instituições apontou que mais de um terço (36,3%) dos entrevistados admitiu que o ato de fazer compras é uma forma encontrada para aliviar o estresse do cotidiano.

Segundo a psicóloga Camila Alves, é comum procurar compensações para os momentos de dor ou esforço vivido, uma espécie de “eu mereço”. Um desses escapes vem na forma de compras impulsivas. “A gente tem que ter o cuidado que esse movimento não acabe gerando ainda mais problemas no futuro. Umas das formas é planejar as compras e outra é procurar outros escapes que gerem prazer na vida que não as compras”, recomenda.

Confira as dicas para não exagerar nos gastos:

Pense nas contas que virão: Lembre-se de que janeiro é cheio de contas sazonais. É quando as famílias têm gastos com matrícula e material escolar, IPTU, IPVA, conselhos de classe, entre outras. “O ideal é que você reserve uma parte desse recurso extra que foi recebido com o 13º salário para esses gastos sazonais”, ensina Darla Lopes, diretora do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) Ceará.

Faça uma lista de compras: A recomendação para as compras de Natal é a mesma para o supermercado: antes de sair de casa, faça uma lista de quem você deseja presentear.

Estabeleça limites: Ao fazer a lista, é importante também fixar um teto de gasto médio com os presentes e tentar seguir o estipulado para a soma final não extrapolar o que você havia previsto.

Resista aos apelos publicitários: Se houver alguma compra que dê para esperar, deixe para depois. Além de dar tempo de você processar se realmente precisa daquele produto, em janeiro as lojas costumam entrar em promoção. “Lembrar que em janeiro você terá descontos pode ser que motive a não comprar agora e se você conseguir fazer com que sobre dinheiro em janeiro, você compra”, indica a diretora do IBEF CE.

Siga a regra do “50, 30, 20”           

Seguir a regra “50, 30, 20” do orçamento doméstico pode ser uma boa estratégia para administrar os gastos. A conta a ser feita é: 50% da renda deve ir para as contas essenciais; 30% para o seu estilo de vida, que são as contas não essenciais; e 20% para as suas prioridades financeiras. No caso dos presentes, entraria nos 30%. “Não esquecer também da reserva financeira porque se se tiver algum imprevisto e você não tiver nenhuma reserva, muito facilmente você vai se tornar inadimplente, entrar nas dívidas”, lembra a economista.

Exagerei, e agora?

Se mesmo assim você acabar se endividando neste fim de ano, você vai precisar de um plano para sair das dívidas urgentemente. “O primeiro passo é você detalhar quais são as dívidas. O segundo, você precisa poupar, fazer com que sobre dinheiro e o terceiro passo é negociar as parcelas para essas dívidas serem pagas dentro do seu orçamento. O quarto, é quitar a dívida”, orienta Darla Lopes.

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