Astro do pop, Michael Jackson é celebrado em lançamento de cinebiografia que estreia nesta semana

Após um processo de produção ambicioso e cuidadoso, cinebiografia “Michael” estreia nesta semana, destacando a trajetória artística de Michael Jackson com olhar sensível e espetáculo visual

Sâmya Mesquita
samyamesquita@ootimista.com.br

Se tem um filme que promete transformar memória em espetáculo, esse filme é “Michael”. A aguardada cinebiografia do Rei do Pop Michael Jackson estreia nos cinemas nesta quinta-feira (23), cercada de expectativa e com a missão nada modesta de traduzir para as telas a grandiosidade de uma das maiores figuras da cultura pop mundial.

Dirigido por Antoine Fuqua e produzido por Graham King, responsável pelo sucesso de “Bohemian Rhapsody” (2018), o longa passou por um processo de desenvolvimento minucioso, que incluiu ajustes de roteiro e refilmagens, com estreia adiada em quase um ano. O resultado é uma produção de grande escala, com orçamento superior a US$ 155 milhões, reforçando a aposta do estúdio em um projeto que une música, emoção e espetáculo.

A história acompanha a trajetória do artista desde a infância no grupo The Jackson 5 até o auge da turnê “Bad”, no fim dos anos 1980, período que consolidou Michael como um fenômeno global. Mais do que revisitar momentos icônicos, o filme mergulha nas relações que moldaram sua identidade artística, com destaque para os embates com o pai e a tomada da carreira solo, o sucesso de “Thriller” (1982), o incêndio durante gravação de um comercial da Pepsi em 1984 e os bastidores de uma carreira construída com disciplina e talento extraordinários.

Tal tio, tal sobrinho
No papel principal, quem assume o desafio é Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, em sua estreia no cinema. Para dar vida a Michael, o ator, assustadoramente parecido com o tio, passou por uma preparação intensa, envolvendo aulas de canto, atuação e dança, além de um processo de imersão que manteve em segredo até mesmo de familiares. “Ninguém da minha família soube durante um ano inteiro. Eu deixei tudo em segredo até me sentir confortável o suficiente para compartilhar”, diz Jaafar Jackson a Miles Teller (“Whiplash”, “Top Gun: Maverick”), que interpreta o advogado John Branca, em um bate-papo à revista “Interview”: “Quando minha mãe me viu caracterizado, foi muito emocionante”.

Além do circuito tradicional, o projeto já nasce com ambição de longo alcance. Estimativas da Lionsgate, produtora responsável pelo projeto, apontam para uma bilheteria global expressiva, com potencial para ultrapassar a casa dos US$ 700 milhões. Há, inclusive, a possibilidade de expansão da narrativa em novos projetos, sinalizando que “Michael” pode se consolidar como uma franquia, se estendendo pela vida do Rei do Pop nos anos 1990 até sua morte, em 2009.

Com um elenco que inclui nomes como Colman Domingo (“A Cor Púrpura”, “Dia D”) e Nia Long (“Um Maluco no Pedaço”, “Cara Gente Branca”), o filme aposta em performance, estética e narrativa emocional. A proposta é oferecer ao público uma experiência imersiva, potencializada por exibições em formatos especiais, como IMAX. Mais do que contar uma história, o longa convida o público a revisitar — ou descobrir — a potência criativa de um artista que redefiniu a música pop e continua, décadas depois, inspirando gerações ao redor do mundo.

serviço

Filme “Michael”
Musical/Drama Musical
Duração: 2h7
Estreia nesta quinta-feira (23) nos cinemas
Não recomendado para menores de 12 anos

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