Ter uma casa conectada não é mais coisa de desenho futurista. Saiba o que você precisa para deixar seu lar inteligente

Ter uma casa conectada não é mais coisa de desenho futurista. Seja investindo em um projeto de automação ou instalando você mesmo dispositivos inteligentes, está cada vez mais fácil ter a comodidade de controlar luz, temperatura, som e vídeo com um clique ou comendo de voz

Naara Vale
naaravale@ootimista.com.br

Quem foi criança na década de 1960 ou de 1980, certamente, um dia sonhou em ter uma casa igual à dos Jetsons. Bastava uma tela com simples botões ou um comando de voz e tudo estava ao alcance dos moradores. O que naquela época o desenho apresentava como tecnologias futuristas, hoje é realidade, ou pelo menos parte delas. É o que chamamos de casa inteligente, algo que está cada vez mais em alta no mercado e acessível ao público.

“Antes, a gente oferecia ao cliente como um plus no projeto, mas hoje, ele já chega demandando as automações e os uso das tecnologias. Ele entende que a automação pode trazer vários benefícios para uma vida mais prática”, relata a arquiteta Deborah de Araújo. “Hoje os consumidores da automação são pessoas que estão antenadas e que gostam de praticidade, que vêm a automação como investimento e não como um custo”, diz a profissional

O que é uma casa inteligente?

Segundo o engenheiro de controle e automação, Rafael Gruska, uma casa inteligente é aquela em que você integra várias tecnologias para facilitar o uso pelo morador e dar a ele mais comodidade e conforto, além proporcionar economia de energia, uma vez que os sensores instalados detectarão a necessidade ou não de, por exemplo, acender as luzes de um quarto ou de ligar o ar condicionado. “Ao integrar os vários sistemas em um só, você vai ter uma única plataforma ou interface e todos esses controles podem ser passivos, ou seja, reagem a partir de um comando do morador, através de aplicativos de celular, tablet ou voz, ou serem programados”, explica o especialista.

Para fazer a automação, não é necessário que todos os equipamentos eletrônicos da casa sejam smarts. “O sistema vai atuar no equipamento e deixá-lo inteligente, mas quanto mais recursos ele tiver, mais eu vou conseguir integrá-lo”, explica Rafael. Segundo ele, uma vez que toda essa tecnologia funciona através de internet, o primeiro passo para que sua casa inteligente funcione bem é ter um bom sistema de rede de internet cabeada e de wifi. Um projeto de automação residencial, com controles mais básicos de luminosidade, temperatura e áudio e som custa a partir de R$ 10 mil.

Faça você mesmo

Apesar da automação ser a forma mais eficaz de tornar uma casa inteligente por trabalhar com sistemas mais robustos que diminuem as falhas de comunicação entre as tecnologias, também é possível tornar sua casa inteligente investindo em dispositivos smarts mais acessíveis no mercado.

A maioria deles é vendida em lojas especializadas ou pela internet e pode ser instalada pelo próprio morador. No rol dos dispositivos smarts que não demandam instalação especializada estão as lâmpadas e tomadas inteligentes, interruptores, trancas de portas, TVs e ar condicionado. Em geral, suas funções são controladas à distância por meio de apps no celular ou até de assistentes virtuais como a Alexa, o Google Assistente, Bixby ou Siri. Basta instalá-los e fazer as configurações de acordo com o manual do fabricante.

Se seus aparelhos não são desses mais modernos e não possuem wi-fi, a solução é simples e custa pouco: basta adquirir uma central de infravermelho. Ela fará a ponte entre os eletrônicos e os assistentes virtuais.

Onde encontrar
Nas lojas a seguir, é possível encontrar os mais variados tipos de produtos para automatizar a sua casa.

iByte – https://www.ibyte.com.b

Amazon – www.amazon.com.br

Leroy Merlin – www.leroymerlin.com.br/

Carmehil – www.carmehil.com.br/

Gruska Automação – @ gruskaautomacao

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