Mais de três décadas após o primeiro filme, chega aos cinemas Top Gun – Maverick, que acompanha a história do piloto de avião interpretado por Tom Cruise. Na nova cruzada, lembranças do passado se misturam com dilemas do presente, com direito a acrobacias aéreas de tirar o fôlego

Danielber Noronha 

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Na década de 1980, a moda, o cinema e as paradas musicais eram dominadas por elementos que remetiam à aviação. O responsável por tamanho apelo era Top Gun – Ases Indomáveis (1986), um dos filmes mais icônicos da década, indicado a quatro Oscars e com trilha sonora que alcançou o 1º lugar na parada de álbuns da Billboard 200. Agora, 35 anos depois, a história protagonizada por Tom Cruise ganha uma sequência, marcada para chegar aos cinemas nesta quinta-feira (26). Top Gun – Maverick leva os olhos do público de volta ao piloto Pete “Maverick” Mitchell, papel de Cruise, com várias missões, dentre elas agradar o público que foi marcado pela exibição do primeiro longa e também conquistar uma leva de novos fãs. Será vai ser possível?

Na continuação, os espectadores verão um Maverick mais maduro, consciente do papel que ocupa, mas com o mesmo espírito aventureiro e movido à adrenalina. Passados mais de trinta anos de serviço como um dos principais aviadores da Marinha, segue forçando a barra para não avançar na classificação que o colocaria longe dos ares. Em paralelo, é chamado para treinar um grupo de graduados Top Gun para uma missão especializada, capaz de culminar na morte de qualquer piloto, mesmo experiente.

Fantasmas do passado
No treinamento, Maverick encontra o tenente Bradley Bradshaw, interpretado pelo ator Miles Teller. Bradley é filho do falecido amigo de Maverick, conhecido como Goose, morto no primeiro filme, e guarda ressentimentos pela perda, além de culpar o novo professor pelo ocorrido. Ainda buscando puxar pela nostalgia dos fãs do primeiro filme, a continuação contará com o retorno de Val Kilmer, que interpretou o Iceman, colega de voo de Maverick. Enfrentando um futuro incerto e confrontando memórias antigas, o protagonista é levado a um confronto com medos adormecidos, culminando em uma missão que exige o sacrifício final daqueles que serão escolhidos para voá-la.

Além de Miles, Glen Powell e Monica Barbaro interpretam a nova geração de pilotos. Outros integrantes do elenco são Jennifer Connelly, Jon Hamm, Ed Harris, Anthony Edwards, Lewis Pullman e Danny Ramirez.

Ao contrário do primeiro filme, o novo projeto parece ter agradado muito mais a crítica especializada. Maverick recebeu selo Fresh de aprovação do Rotten Tomatos, site agregador de críticas, com 97% de aprovação, enquanto Ases Indomáveis tem apenas 58%. Resta saber como o público receberá a nova aposta, agora pelos olhos do diretor Joseph Kosinski.

Aventura real 
Conhecido por não ter medo do perigo e abrir mão de dublês nas sequências de ação das produções, Tom Cruise também não fez diferente aqui. Inclusive, o astro impôs uma condição para retornar à franquia: que aeronaves reais fossem utilizadas nas gravações aéreas, não efeitos CGI. De acordo com a Forbes, o P-51 Mustang da Segunda Guerra Mundial usado nas filmagens é uma aeronave do próprio ator, que também é um exímio piloto.

Os bastidores, porém, não parecem ter sido nada simples. Isto porque, segundo o diretor, a equipe chegou a trabalhar por 14 horas em cenas aéreas, tendo muitas vezes o aproveitamento de apenas 30 segundos de filmagens com qualidade para entrar no corte final do longa-metragem. Em entrevista à Empire Magazine, Joseph Kosinski afirmou que foram gravadas algo em torno de 800 horas, o que seria equivalente à trilogia de O Senhor dos Anéis. Ficou impressionado? O resultado você poderá conferir esta semana nos cinemas brasileiros.

Serviço 
Top Gun – Maverick
Longa protagonizado por Tom Cruise estreia nesta quinta-feira (26) nos cinemas

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