SOL Festival: Atrações deste sábado, Di Ferrero e Vitor Kley falam da expectativa cantar em Fortaleza e dão detalhes das carreiras

Último dia do SOL Festival ocorre neste sábado (4), na Praia do Futuro. Atrações da noite, Di Ferrero e Vitor Kley falam ao O Otimista sobre expectativa para as apresentações e avaliam atual momento das respectivas carreiras 

Danielber Noronha 

danielber@ootimista.com.br

Após a pausa do NX Zero, em 2017, o vocalista da banda, Di Ferrero, imergiu em uma série de incertezas a respeito dos rumos seguintes da carreira. Embora tenha lançado inúmeros trabalhos, é agora, com o lançamento do primeiro álbum da fase solo, 🙁 UMA BAD UMA BARRA 🙂, que ele mostra ao público ter respondido todas essas inquietações e também expõe um lado mais íntimo aos fãs. Munido desse disco, tem rodado pelo Brasil e desembarca neste fim de semana em Fortaleza, para ser uma das atrações do SOL Festival, que ocorre neste sábado (4) no Praiow Bar de Praia, situado na Praia do Futuro. 

Além dele, quem também sobe ao palco é o cantor Vitor Kley, figurinha carimbada em vários projetos de Ferrero e também presente em uma das faixas do álbum do colega de profissão, INTENSAMENTE. Ao O Otimista, Di garante que vai tentar fazer de tudo para que os dois possam cantar juntos ao público fortalezense. “Isso tem que rolar! Ele é meu irmão e está convidado a invadir o palco a qualquer momento e não só quando tocar nossa música”, convida o artista.

Além deles, o line-up do segundo dia do festival terá Davi Cartaxo, Pedro Campos e a banda The Mob. Os portões serão abertos às 16 horas. Os ingressos estão à venda no site ingresse.com e os valores variam entre R$ 80 (para passaporte triplo) e R$ 200. No fim de semana, quem se apresentou no evento foi a pernambucana Duda Beat. 

Conversa musical 

No recém-lançado álbum, Di Ferrero buscou falar aquilo que não consegue expressar somente com palavras. “Meu jeito de ser está todo ali, são músicas sobre o cotidiano e ele tem muito de um lado que não consigo expor em um papo com amigos, por exemplo”, define. Das referências para construir este diário musical estão nomes nacionais, como Charlie Brown Jr. e CPM 22, além de bandas internacionais, tais como Red Hot Chilli Peppers e Green Day. 

A ideia de contar aos fãs sobre vivências pessoais parece ter funcionado e ele diz já estar colhendo os frutos nos shows pelo Brasil. “Tenho sentido a galera curtir meu álbum, eles sabem o quanto é um trabalho importante para mim. Todo mundo está afim de cantar, lavar a alma, consumir e conhecer gente nova”, avalia. Além da promessa de um dueto com Kley, ele se mostra bastante ansioso em cantar aos fortalezenses. “Faz tempo que não toco em Fortaleza e vou fazer algumas coisas das antigas, do tempo do NX, e também as músicas do novo álbum. Tudo foi pensado para criar momentos legais com o público e deixar a energia lá em pra cima”, detalha Di Ferrero. 

Sucesso x criação 

Presente nas principais paradas das rádios brasileiras, Vitor Kley promete levar ao SOL um compilado dos maiores hits, presente no setlist da turnê do álbum A Bolha, indicado ao Grammy Latino 2021 na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. Porém, depois de emplacar um sucesso atrás do outro, ele diz estar mais preocupado em impactar positivamente o público com suas letras. “[Lidar com números] É uma coisa muito instalada na nossa vida, principalmente com as redes sociais, até mesmo o lance da comparação [com outros artistas]. É natural, mas o melhor momento vem depois disso, quando você entende que cada música tem uma missão. Algumas vão alcançar grandes números e outras nem tanto, mas essas podem ser nossas favoritas e, às vezes, alcançam algo muito maior e fazem parte da história de vida das pessoas”, defende. Segundo ele, é preciso haver um equilíbrio entre a busca pelo sucesso e a vontade de tocar os ouvintes. “É importante não ter uma nóia com isso, porque pode acabar prejudicando nosso lado criativo”, pondera. 

Depois de se apresentar na Virada Cultural de São Paulo e ver o público cantar junto o mais recente trabalho, Tudo Me Lembra Você, Vitor garante que chega à Capital cearense no melhor momento da banda e da equipe. “É um show muito completo, com conceito todo amarrado, uma apresentação para a gente se abraçar, chorar, ser feliz para caramba e balançar a cabeça nas partes de rock. Queremos fazer o público ter uma experiência com inúmeras sensações”, projeta. “A última vez que estive em Fortaleza foi lindo e estou com saudade. Vamos com tudo”, completa. 

Serviço 

SOL Festival 

Neste sábado (4), com abertura dos portões às 16 horas 

Na Praiow Bar de Praia (Av. Clóvis Arrais Maia, 5515 – Praia do Futuro)

Mais: @solfestivalbrasil 

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