Gargalos como Infraestrutura, Inovação, Capital Humano, Concorrência e Ambiente de negócios são os principais fatores que atrapalham a produtividade econômica do Brasil, de acordo com diagnóstico apresentado pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa. O economista participou na sexta-feira, 23, do encontro mensal promovido pelo Lide, no Hotel Gran Marquise.

O titular da Sepec destacou dados compilados de levantamentos de diferentes instituições, como FGV, CAF, Ipea, Banco Mundial e Doing Business, que apontam os cinco aspectos cruciais para a produtividade citados e as diferenças entre os diagnósticos de causa-raiz nos governos anteriores e no atual.

Também lembrou o fato de o Brasil figurar em penúltimo lugar no ranking da OCDE de produtividade e regulação de mercado nas 39 maiores economias do mundo, “e só não ficou em último lugar porque a Argentina entrou na última hora”; além do último lugar (140º) no quesito “fardo de regulação governamental”, segundo o Fórum Econômico Mundial. “Empresa viável tem que ter muita coragem, força e sorte, porque existe para atrapalhar a iniciativa empresarial, cada vez fica menos viável empreender, lamentou.

Para tentar revertar o quadro, Carlos Alexandre Costa citou que estão na agenda prioritária do presidente Jair Bolsonaro – “que tem 50 temas prioritários” – cinco grandes planos para a produtividade que devem ser anunciados nos próximos meses: Simplifica, Emprega Mais, Concorrência para a prosperidade, Proinf e Brasil 4.0. “Não é um pacotasso, não acreditamos nisso, isso é voo de galinha e já demos vários. Somos uma nova visão de país, uma visão empreendedor, do setor privado, que vai se constituindo aos poucos”, conclui.

Das boas notícias, o secretário especial citou que há cerca de “R$ 500 bilhões em investimentos prontos para entrar no Brasil e gerar 700 mil empregos nos próximos anos” e que, apesar da estagnação da economia, 2019 será “o ano que o Brasil menos vai gastar em juros da dívida porque a curva de juros fico menor que o juro de curto prazo, o que tira o impacto fiscal da dívida”.

Fotos: Denis Santana