Lábios destacados, mandíbula bem marcada, maçãs do rosto ressaltadas. Essas são apenas algumas das mudanças possíveis de se fazer no rosto com a harmonização facial. Saiba tudo sobre o procedimento estético que tem conquistado o mundo

Naara Vale

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Você certamente já ouviu falar em harmonização facial. O termo é um dos mais comentados dos últimos tempos quando o assunto é beleza. Queridinho entre os famosos, o procedimento já foi adotado por nomes como DJ Alok, a atriz Cléo Pires e a cantora Kelly Key. Queixos e mandíbulas mais marcados, lábios mais grossos, maçãs do rosto ressaltadas, sobrancelhas arqueadas e uma aparência mais jovem são alguns dos resultados imediatos alcançados com o procedimento.

Para tirar todas as dúvidas, consultamos a dermatologista Kaline Ferraz e o cirurgião plástico Tiago Alcântara. Eles explicam tudo o que você precisa saber antes de correr para os consultórios pedindo preenchimento em todo canto. Confira!

O que é a harmonização facial?

Consiste em um procedimento que utiliza o ácido hialurônico para realizar o preenchimento de pontos específicos do rosto. O objetivo é ressaltar características que favoreçam o rosto do paciente e corrigir desproporções, disfarçando o que não favorece. Os pontos a serem preenchidos são avaliados por um profissional capacitado. O procedimento costuma ser utilizado em pacientes que buscam o rejuvenescimento. “A harmonização facial nada mais é do que a melhora de alguns pontos do nosso rosto que perdem volume ou que têm as proporções alteradas com o decorrer do tempo. Algumas pessoas têm isso de nascença, como lábios, nariz ou queixo em desarmonia, mas na grande maioria das vezes ela foca no nosso processo de envelhecimento”, explica o cirurgião plástico Tiago Alcântara.

Existe uma idade mínima ou máxima para fazer a harmonização?

“Não existe uma idade mínima ou máxima, o que existe é o bom senso”, enfatiza a dermatologista Kaline Ferraz. Segundo ela, a harmonização é para ser feita quando o paciente tem algo em desarmonia no rosto. “O problema é que as pessoas estão fazendo em todo mundo. Além de ter um custo maior para o paciente, também está desarmonizando”, destaca a médica.

Quais as vantagens?

A harmonização, assim como outros procedimentos pouco invasivos, é feita em consultório, é quase indolor, com resultado imediato e com retorno às atividades normais no dia seguinte.

E os riscos?

Segundo Tiago Alcântara, os principais riscos são o de injeção dos produtos em locais inadequados, ocasionando desde erros estéticos até complicações maiores como necrose de pele e, inclusive, cegueira.

Por que se deve optar pelo uso de ácido hialurônico?

É importante por ser um produto biocompatível e absorvido pelo corpo entre 9 e 18 meses. “Isso é fundamental porque produtos definitivos irão ficar visíveis, inestéticos e totalmente ‘desarmônicos’ com as alterações do envelhecimento do rosto. Além disso, produtos definitivos como o PMMA podem gerar irritações e riscos de abscesso e infecções onde são aplicados. E esse risco dura a vida toda”, alerta Tiago Alcântara.

Todo mundo ficará com um rosto padronizado?

“Não é para existir padrão. O segredo está na avaliação rosto a rosto. É para o profissional olhar e dizer quais são os pontos necessários”, diz Kaline Ferraz. Para o Tiago Alcântara, é necessário escolher um profissional capacitado para atividade. “A harmonização virou um tratamento ‘da moda’, com diversos ‘cursos de final de semana’, criando aplicadores de preenchimento e não profissionais com senso estético”, avalia.

Foto: Beatriz Bley