Saiba como aproveitar as tradicionais comidas típicas de São João sem cometer excessos 

Com os festejos juninos se aproximando, nutricionista consultada pelo O Otimista dá dicas de como aproveitar as tradicionais comidas típicas de forma menos calórica e mais saudável

Danielber Noronha 

danielber@ootimista.com.br

Os festivais estão confirmados, as quadrilhas já ensaiam para fazer bonito e as barraquinhas com comidas típicas começam a aparecer por toda parte: é sinal de que estão chegando as festas juninas. Neste cenário também tem espaço para muito bolo de milho, vatapá, pé-de-moleque, baião de dois e várias outras iguarias características do período. Tamanha variedade pode ser, literalmente, um prato cheio para os excessos. A dica para evitar “chutar o balde” nas várias festas que surgem durante essa época do ano, segundo a nutricionista Juliana Ricarte, é conhecer o próprio corpo e respeitar os limites.

Outra saída apontada pela especialista com vistas a não cometer excessos nos pratos típicos é buscar comer algo antes de sair de casa como, por exemplo, uma salada. Sendo assim, você não chegará com tanta fome ao arraiá. “Caso não dê tempo de fazer uma refeição antes, outra solução é buscar comer a quantidade que normalmente seria ingerida em casa”, destaca. Outra dica valiosa já é uma velha conhecida, mas cabe aqui também: comer em um ritmo menos acelerado, pois permitirá a você notar quando já estiver saciado.

Também professora do curso de Nutrição do Centro Universitário Estácio do Ceará, Juliana indica que comidas mais caseiras e menos condimentadas devem ser privilegiadas nestas ocasiões, a começar por baião de dois ou arroz, milho cozido e bolo caseiro sem coberturas ou recheios. “Come menos preparações feitas com alimentos processados ou ultra processados como os embutidos [linguiça, salsicha] e doces”, aponta.

Conforme ressalta a nutricionista, a palavra de ordem entre uma festa e outra deve ser a moderação. Contudo, levando em consideração que as festas já não são comemoradas do modo tradicional há dois anos – em virtude do cenário pandêmico – pode haver espaço também para pequenos prazeres, como experimentar aquele doce favorito, afinal não é todo dia que aquele quitute estará no cardápio. “Devemos seguir o que nosso corpo fala e tentar parar de comer quando estamos saciados”, endossa.

Porém, caso note ter passado dos limites e cometido alguns excessos, o importante é focar em voltar à rotina normal, e não na culpa. “Após o dia da festa, busque manter a rotina alimentar normal, mas, claro, tentando inserir alimentos mais naturais, k e busque praticar exercícios regularmente”, aconselha Juliana Ricarte.

Preparos naturais 
Se ficar na sua responsabilidade preparar os comes e bebes da festa, a indicação da profissional é de optar por preparos com ingredientes naturais e menos enlatados e conservas. “A ideia é priorizar os alimentos mais saudáveis e com mais nutrientes, reduzindo os que não fazem bem. Além disso, algumas substituições podem tornar o alimento mais benéfico”, pontua. Atenção para as dicas:

– No preparo de receitas com milho, como bolos, canjica ou mungunzá, escolha a própria espiga do milho ao invés da opção enlatada ou das misturas prontas;

– Nas receitas com açúcar, a exemplo do pé de moleque, opte pelo açúcar mascavo, demerara, mel ou adoçante ao invés do refinado;

– Na feitura do mungunzá doce, não utilize leite condensado e aproveite para dosar um pouco mais de canela para ganhar sabor e aproveitar melhor os benefícios da especiaria;

– Se não abre mão da pipoca, evite utilizar a versão de micro-ondas e escolha o milho tradicional de pipoca;

– Evite usar óleo e sal em excesso, além dos temperos prontos. As opções naturais como cebola, cebolinha, cheiro verde, alho, pimentão, salsa e tomate são bem interessantes;

– Por fim, lembre-se de manter a hidratação e beba bastante água entre uma dança e outra de quadrilha.

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