Entre serras, sertão e litoral, o piano de Paulo Rodrigo ecoa histórias, afetos e paisagens do Ceará no projeto “Orgulho de Ser Cearense”. Iniciativa ganha novos contornos ao unir música, imagem e identidade cultural em narrativas sensíveis sobre cidades do Estado. Ao Tapis Rouge, o artista revela mais detalhes do projeto, inspirações e os próximos destinos dessa jornada sonora
Onivaldo Neto
onivaldo@ootimista.com.br
Unir música instrumental, audiovisual e identidade cultural é a proposta que vem guiando o cantor, compositor e pianista Paulo Rodrigo no projeto “Orgulho de Ser Cearense”. Em sua terceira temporada, a iniciativa ganha projeção nacional ao transformar paisagens, histórias e memórias do Ceará em composições que ultrapassam fronteiras e ampliam o sentimento de pertencimento cultural. Em entrevista exclusiva ao Tapis Rouge, Paulo dá mais detalhes do projeto, que nasce, sobretudo, da conexão com os territórios retratados.
“Realmente é um desafio, mas também é o que torna o projeto tão especial. O meu processo de composição começa, quase sempre, com a vivência no local. Eu gosto de visitar a cidade, caminhar pelas ruas, observar os detalhes, a paisagem, os sons naturais e, principalmente, conversar com as pessoas da região. Essas conversas trazem histórias, sentimentos e memórias que acabam influenciando diretamente a atmosfera da música”, detalha o artista.
Nova fase
Na atual edição, além de versões instrumentais, passam a integrar o repertório composições cantadas, segundo o pianista. “Essas canções são parcerias minhas com minha esposa, Juliana Barros. Juntos, conseguimos traduzir em palavras aquilo que antes era contado apenas pela melodia, ampliando ainda mais a forma de narrar as histórias e as emoções de cada lugar”.
O lançamento mais recente do projeto homenageia Guaramiranga, cidade símbolo da cultura e do turismo no Ceará. A gravação musical ganhou um videoclipe, gravado em pontos históricos e afetivos do município. Para celebrar a estreia dos trabalhos, foi realizado um show aberto ao público, em palco 360º montado em frente ao Teatro de Guaramiranga. Natural do Maciço de Baturité, Paulo Rodrigo destaca a conexão pessoal com o local. “Cresci visitando Guaramiranga e construí uma relação de memória e carinho com a cidade ao longo da vida. Na construção do roteiro, além dessa vivência, contei com o apoio e a competência de pessoas que conhecem profundamente o território. Essa soma de olhares ajudou a selecionar locais históricos e simbólicos que representam bem a identidade de Guaramiranga”, destaca.
Próxima parada
Depois de retratar a serra, o projeto desce rumo à Região Metropolitana de Fortaleza. Em março, será a vez de Horizonte ganhar trilha sonora própria, com uma canção e clipe inéditos dedicados ao Olho d’Água cearense. Segundo o músico, a nova obra apresenta diferenças em relação às composições serranas. “Desde 2023 eu venho visitando Horizonte para realizar as gravações, então é uma alegria muito grande ver a cidade finalmente entrando na nossa rota oficial nesta temporada”, relata.
Ainda de acordo com o artista, a sonoridade da nova canção traz uma diferença em relação às composições inspiradas nas regiões serranas. “Enquanto na serra a música carrega uma atmosfera mais contemplativa, ligada ao clima, à paisagem e à tranquilidade do lugar, em Horizonte a proposta sonora dialoga mais com a energia das festas e das tradições culturais do município. Além do piano, que é a base do meu trabalho, incluímos também a sanfona”, antecipa.
Após a cidade de Horizonte, a temporada prevê ainda um percurso que atravessa serra, sertão e litoral. “Ao todo, serão 10 cidades visitadas. E já deixando um spoiler: ainda este ano vem novidade para o Brasil. O projeto começa a dar passos além das fronteiras do Ceará, levando essa forma de contar histórias através da música para novos públicos e novos territórios”, arremata.
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“Orgulho de Ser Cearense”
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