Museu da Imagem e do Som (MIS) apresenta hoje projeto que incentiva as pessoas a compartilharem, no site do equipamento, fotografias e conteúdos audiovisuais. O lançamento será com bate-papo transmitido pelo YouTube da Secult
Emanuel Furtado
emanuelfurtado@ootimista.com.br
Sabe aquele retrato antigo, negativos, rolos de super 8, fita-cassete, fita de vídeo e textos que remetem a memórias especiais e que estavam em uma caixa, álbum ou no fundo de um baú? Elas podem ir parar em no Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS)!
Na noite desta terça-feira (9), às 20 horas, museu cearense apresenta o projeto Memórias Compartihadas, que incentiva as pessoas a dividirem com o público seu acervo afetivo. O lançamento ocorre com um bate-papo no YouTube da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), com participação do diretor do MIS, o fotógrafo e professor Silas de Paula; da arquiteta e consultora Patrícia de Felippi e do Secretário da Cultura do Estado, Fabiano Piúba.
De acordo com Silas de Paula, qualquer pessoa pode participar do projeto audiovisual e expor suas narrativas e memórias afetivas. “Não discutiremos estética ou qualidade fotográfica. Nossa única preocupação é com narrativas homofóbicas, racistas etc. Essas serão barradas”, alerta o diretor do museu.
O professor explica que, com a pandemia e a suspensão dos trabalhos de reconstrução do MIS, a equipe do museu procurou alguns caminhos para dar continuidade ao processo. “A memória afetiva foi um deles. Copiando o Agamben (Giorgi, filósofo italiano), ‘olhar o passado, tendo em vista o futuro para trabalhar o presente’”. Além disso, acrescenta ele, “acervo e memória é uma das missões fundamentais do MIS, e sair um pouco do olhar profissional buscando a fotografia e outras imagens vernaculares, que tanto nos ensinaram sobre hábitos e costumes do passado, nos pareceu uma ideia interessante”, explica.
A arquiteta Patrícia de Filippi, que também atua na preservação e restauração de fotografia e audiovisual, diz que o material digitalizado já pode ser compartilhado no site do MIS. “E, quem não tem condições de digitalizar o seu material analógico sozinho e quer ter uma interlocução com o museu depois, ele vai estar em condições de fazer essa digitalização de diversos meios, diversas mídias”.
“Tem um termo de responsabilidade de adesão para juridicamente ficar ok para todo mundo, tanto para os que foram retratados, quanto para os fotógrafos e gravadores de áudio, de audiovisual, de filmes. Então, a partir de agora, já é possível ter essa interlocução”, acrescenta a consultora. Patrícia acredita que o resultado da iniciativa pode ser “muito interessante para a memória da cidade, da região, do Estado e do Brasil”.
Serviço
Lançamento do projeto “Memórias Compartilhadas”, do
Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS)
Quando: Nesta terça-feira (09)
Hora: 20 horas
Onde: Youtube da Secult / www.mis-ce.art.br


















