O Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) reabre para visitação nesta terça-feira (22) com três exposições de longa duração em cartaz no museu: “O Olhar Não Vê. O Olhar Enxerga.”, “Não Danifique Os Sinais” e “Retratos”

Texto: Naara Vale
naaravale@ootimista.com.br
Foto: Beatriz Bley

Consolidado como um dos equipamentos culturais mais importantes da capital cearense, o Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) reabre para visitação a partir desta terça-feira (22). O espaço estava fechado desde março por conta da pandemia de covid-19. Nesta retomada, os visitantes poderão conferir as três exposições de longa duração em cartaz no museu: “O Olhar Não Vê. O Olhar Enxerga.”, “Não Danifique Os Sinais” e “Retratos”.

De acordo Sílvio Frota, diretor do MFF, a retomada será feita com cautela, tomando todas as precauções recomendadas pelo governo e a expectativa é também de um retorno lento do público. “Não dá para ter uma ideia exata de como vai ser porque é um negócio novo. A gente sabe que o público de museus vai voltar a frequentar, mas acho que vai ser uma coisa lenta, não vai ser como antes. O turismo caiu muito e nós tínhamos muitos visitantes turistas”, diz Sílvio Frota.

Ele explica também que as atividades educacionais promovidas pelo MFF, como recepção de grupos escolares no museu ou promoção de oficinas em escolas, estarão suspensas até que “as coisas melhorem”. As visitas avulsas, entretanto, estarão funcionando normalmente de terça a domingo, das 12h às 17h, sem a necessidade de agendamento prévio.

Em cartaz

As três exposições em cartaz no MFF são compostas por obras do acervo permanente do equipamento, que abriga cerca de 3 mil peças. Abertas em março deste ano, “O Olhar Não Vê. O Olhar Enxerga.” e “Não Danifique Os Sinais” têm curadoria de Diógenes Moura. Juntas, as duas exposições reúnem cerca de 370 obras.

“São fotografias de vários fotógrafos do Brasil e do mundo, em vários formatos, preto e branco e em cores, alguns experimentos feitos pelos fotógrafos, imagens do século XIX até 2020. É um percurso longo”, conta o curador. Umas das fotografias icônicas do museu é a “A menina afegã”, de Steve Mc Curry, que está nas paredes do local desde a sua inauguração, em 2017.

Instalada no pavimento térreo, “O Olhar Não Vê. O Olhar Enxerga.” traz uma forte ligação entre fotografia e literatura, com textos e fotos se complementando ao longo do caminho percorrido pelo visitante. Segundo Diógenes, a exposição fala sobre a possibilidade de olhar para o outro, como se fosse um pedido da curadoria por pouco mais de contemplação. “Ela começa com um retrato, depois passa pelo corpo, depois muda para uma serie mais de moda, paisagem, são planos abertos, planos fechados”, descreve.

Já “Não Danifique Os Sinais” traz uma temática mais histórica, política e social, com imagens, por exemplo, do desastre em Mariana (MG), em 2015; de Serra Pelada; da Ditadura no Brasil; de guerras e conflitos, como os registrados pelos fotógrafos brasileiros renomados mundialmente, Gabriel Chaim (foto) e Evandro Teixeira (foto), passando ainda pelos imigrantes e finalizando o percurso com fotos do cangaço.

A terceira exposição em cartaz é “Retratos”, que reúne mais de 150 fotografias feitas pelo renomado Bob Wolfenson. Com curadoria de Rodrigo Villela e assistência de curadoria de Fábio Furtado, a mostra traz retratos de personalidades da cultura, do esporte, da política e da moda, com fotos produzidas para editoriais ou através de projetos pessoais do fotógrafo. As mais antigas, como a cantor e compositor baiano Tom Zé, datam ainda da década de 1970. Entre os retratados estão nomes como Hélio Oiticica, Fernanda Montenegro, Caetano Veloso, Taís Araújo, Marília Gabriela, Laerte, Lula, Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Suplicy, Pelé, Ronaldo e muitos outros.

 

SERVIÇO:
Exposições “O Olhar Não Vê. O Olhar Enxerga.”, “Não Danifique Os Sinais” e “Retratos”

Visitação: gratuita, de terça-feira a domingo, de 12h às 17h

Onde: Museu da Fotografia Fortaleza ( Rua Frederico Borges, 545 – Varjota)

Mais informações: 3017.3661