A Mona Lisa, uma das obras mais icônicas de toda a História da Arte, teria sido pintada com um gema de ovo. A conclusão é de um estudo da Universidade de Pisa, na Itália e dos institutos alemães de Karlsruhe e de Doerner.
Em um artigo publicado na revista científica Nature Communications, os especialistas apontam que os resíduos de proteínas não eram resultado de contaminação ao longo dos séculos, mas de uma técnica intencional usada por artistas europeus dos séculos XVI, XVII e XVIII.
“Nossos resultados demonstram que, mesmo com uma pequena quantidade de gema de ovo, você consegue atingir uma mudança incrível das propriedades da tinta a óleo, demonstrando como teria sido benéfica aos artistas”, disse a pesquisadora Ophélie Ranquet à CNN estadunidense. A cientista ressalta que há poucos registros científicos que investiguem a prática de forma mais profunda profundamente.
O método já era usado pelos egípcios, na Pré-História. Contudo, a cor alcançada era bem menos intensa que aquela obtida com tinta a óleo, comum na Itália renascentista. A prática era comumente usada para que a tela não escurecesse com o tempo, além de limitar a possibilidade de erros devido à sua consistência. Sem falar que misturar tintas a gema de ovo era uma prática econômica, já que os pigmentos eram muito caros.


















