Uma fusão da música tradicional congolesa com textura eletrônica, e a diversidade sonora do jazz com as raízes da música brasileira. Essa riqueza sonora vai marcar o show inédito de dois compositores e instrumentistas de origens e influências distintas, o canadense Kizaba, nascido em Kinshasa, no Congo, e o brasileiro Ricardo Bacelar, de Fortaleza. Eles se apresentam pela primeira vez juntos no próximo domingo (22), às 18h, no Cenário Casa de Música.
O show “Kizaba & Ricardo Bacelar – África Brasil” é fruto de uma nova parceria entre Kizaba e Bacelar, um encontro que se dará no palco e ainda este ano nos streamings. A vinda do canadense a Fortaleza é marcada também pela realização de um novo trabalho fonográfico, que será gravado no Jasmin Studio, de Bacelar, com o selo Jasmin Music.
Os músicos
Destaque na cena afrofuturista, o congolês Kizaba mudou-se para Montreal, no Canadá, em 2011. Seu primeiro álbum, “Kizavibe”, lançado em 2022, foi indicado ao Prêmio Juno e, com este trabalho, participou do Festival de Jazz de New Orleans. O músico foi eleito Revelação do Ano de 2024-2025 pela Rádio Canadá. Em abril de 2025, lançou “Future Village”, álbum gravado em Kinshasa e Montreal. Kizaba canta em francês e inglês e adiciona idiomas africanos, como o kikongo e o lingala.
Compositor, multi-instrumentista e produtor brasileiro, Ricardo Bacelar ingressou na carreira musical ainda jovem e entre as suas influências musicais estão o jazz, a música clássica e a música brasileira. Aos 17 anos passou a integrar o Hanoi Hanoi, um dos grupos mais emblemáticos da cena pop/rock brasileira, onde atuou por mais de uma década. Em 2000 iniciou sua carreira solo com o lançamento do álbum “In Natura”. Em seguida vieram “Concerto para Moviola” (2015), onde alcançou a 52º posição nas paradas americanas de jazz; “Sebastiana” (2018), com a participação de músicos norte-americanos, brasileiros e latino-americanos; “Ricardo Bacelar – Ao vivo no Rio” (2020), que chegou ao TOP 50 do Jazz Week, “Paracosmo” (2022), projeto instrumental produzido em parceria com o músico Cainã Cavalcanti; e “Congênito” (2022), que é um marco e um divisor de águas, pois, pela primeira vez, ele gravou, produziu, cantou e tocou todos os instrumentos.


















