Forte candidato ao Oscar 2026, Marty Supreme estreia nesta semana com performance aclamada de Timothée Chalamet

Uma jornada intensa de ambição e determinação marca “Marty Supreme”, longa protagonizado pelo astro Timothée Chalamet, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22). Ambientado na cultura do pingue-pongue dos anos 1950, o filme se posiciona — e alça Chalamet — como um dos favoritos na corrida pelo Oscar 2026

Onivaldo Neto
onivaldo@ootimista.com.br

O som rítmico da bola de celulóide batendo na mesa de madeira dita o compasso de “Marty Supreme“, nova e eletrizante produção hollywoodiana que estreia nesta quinta-feira (22), nos cinemas brasileiros. Protagonizado por Timothée Chalamet e dirigido pelo estreante solo Josh Safdie (“Joias Brutas”, 2019), filme ultrapassa o gênero esportivo para entregar um estudo de personagem vibrante, mergulhado na estética vintage e na obsessão competitiva da Nova York dos anos 50. Sucesso de crítica, produção se destaca como uma das favoritas ao Oscar 2026 nas categorias Melhor Ator e Melhor Filme.

O triunfo
A trajetória de Marty Reisman, lenda do tênis de mesa conhecida tanto pela habilidade técnica quanto pelo guarda-roupa extravagante, inspira livremente a narrativa do filme. Ambientado na década de 1950, o longa acompanha o fictício, carismático, apostador e moralmente questionável Marty Mouser — interpretado por Timothée Chalamet. Em cena, o personagem busca reinventar a própria trajetória por meio do tênis de mesa e elevar o status de um esporte até então desacreditado, transformando partidas de pingue-pongue em eventos de alta tensão. Em meio à ascensão meteórica, Mouser se envolve em um tórrido e sofisticado caso amoroso com uma estrela de cinema, vivida pela vencedora do Oscar Gwyneth Paltrow. Além do casal, o filme reúne ainda um elenco singular, que inclui Fran Drescher, Tyler, the Creator e Odessa A’zion.

Temporada de premiações
Se a trajetória de Timothée Chalamet foi lapidada entre o peso dos blockbusters e a delicadeza de dramas independentes, em “Marty Supreme” o ator finalmente atinge sua maturidade artística. Na pele de um anti-herói que transita entre a pretensão desmedida e a vulnerabilidade latente, Chalamet domina a atual temporada de premiações. O reconhecimento veio de forma consistente: após vencer o Critics Choice Awards — em uma disputa acirrada que incluía o brasileiro Wagner Moura por “O Agente Secreto” —, o astro fez história no Globo de Ouro. Ao levar a estatueta de Melhor Ator em Comédia ou Musical, ele tornou-se o artista mais jovem a vencer na categoria, quebrando um recorde histórico da premiação.

A recepção calorosa não se limita aos troféus. Após a exibição no New York Film Festival, David Canfield, do The Hollywood Reporter, selou o consenso da crítica ao classificar o trabalho como “a melhor performance da carreira” do ator. Tamanha entrega não foi por acaso: Chalamet dedicou anos a um treinamento intensivo e sigiloso com atletas profissionais para garantir que cada movimento à mesa de jogo exalasse veracidade. Com esse panorama, o artista vem se tornando o nome a ser batido na categoria de Melhor Ator no Oscar 2026. Mais do que um triunfo individual, o magnetismo da atuação do americana também elevou “Marty Supreme” ao patamar de forte candidato a Melhor Filme, prometendo uma trajetória dominante na noite mais importante de Hollywood.

Sucesso de crítica e público

Mesmo com um lançamento inicial em mercados selecionados, “Marty Supreme” já consolidou o status de blockbuster cult ao se tornar o maior sucesso de estreia na história da produtora A24. O longa arrecadou impressionantes US$ 28,3 milhões (aproximadamente R$ 151,69 milhões) em seu fim de semana de abertura. Com este desempenho, a obra de Josh Safdie superou marcos comerciais de títulos aclamados do estúdio, como “Guerra Civil” (2024), “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” (2022), “Joias Brutas” (2019) e “Lady Bird” (2017), estabelecendo um novo patamar financeiro para a produtora independente.

Marty no Brasil

A passagem de Timothée pelo Brasil em dezembro de 2025 consolidou-se como um dos momentos mais icônicos da história da CCXP. Ao lado do diretor Josh Safdie, o ator desembarcou em São Paulo para promover “Marty Supreme”, mas foi sua entrega pessoal que transformou o painel em um verdadeiro espetáculo. Na segunda visita ao evento — após passagem com “Duna: Parte Dois”, em 2023 —, Chalamet demonstrou estar em casa.

Em um momento de pura descontração, o astro decidiu encerrar a apresentação no painel com a coreografia de “Crank That”, de Soulja Boy. Além disso, jogou suas jaquetas para a multidão e desfilou pelo palco envolto em uma bandeira do Brasil personalizada com seu próprio rosto, presenteada por admiradores. A experiência deixou marcas profundas no ator. Chalamet destacou que a criatividade dos brasileiros, expressa em presentes personalizados e manifestações de carinho, serve como combustível para seu próprio trabalho.

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