Humor, conexão e potência feminina. É com essa energia que “Agora É Que São Elas” chega a Fortaleza neste fim de semana, no Teatro RioMar Fortaleza. Protagonistas da peça, Maria Clara Gueiros, Julia Rabello e Priscila Castello Branco falam com exclusividade ao Tapis Rouge sobre a produção, sucesso de crítica e público
Onivaldo Neto
onivaldo@ootimista.com.br
O riso pede passagem no Teatro RioMar Fortaleza neste fim de semana. O espetáculo “Agora É Que São Elas!”, que já conquistou mais de 30 mil espectadores desde a estreia, em março de 2024, desembarca na capital cearense para três sessões: sábado (7), às 21h, e domingo (8), às 17h e 20h. Sob a escrita afiada e direção de Fábio Porchat, Maria Clara Gueiros, Julia Rabello e Priscila Castello Branco se desdobram em 20 personagens através de nove esquetes que satirizam absurdos do dia a dia. Em entrevista exclusiva ao Tapis Rouge, o trio de protagonistas divide detalhes sobre a produção, falam sobre o entrosamento em cena e revelam as expectativas para a apresentação em solo cearense.
Engrenagem do riso
Para transitar entre tantas nuances de humor, as atrizes precisam se conectar e desconectar com facilidades das esquetes. Maria Clara Gueiros revela que essa habilidade surge a partir da qualidade do material: “O gatilho é o mais simples possível para mim: um texto bem escrito que instantaneamente leva a gente para as situações. Ao longo da minha trajetória profissional eu já peguei textos que não eram legais, que eu tinha que salvar. Mas esse já veio prontinho”, conta.
Já Priscila explica que essa facilidade em passear entre os personagens é facilitada pela estrutura da montagem: “No nosso espetáculo, entre as esquetes, existem algumas entrecenas. Então, nesse meio tempo em que vamos contando histórias nossas, vamos sendo levadas ao universo da próxima esquete. Vamos entrando em uma nova situação cotidiana”, pontua.
Espelho da realidade
As situações cômicas da peça frequentemente ecoam nas personalidades das atrizes. Julia confessa ter seus momentos de “personagem”: “Por exemplo, eu não gosto de passar debaixo de escada. (…) dizem que não é um bom sinal, né? Não atrai coisa positiva. Eu já me peguei às vezes pensando em superstições do tipo. Aí quando me dou conta disso eu falo: ‘Meu Deus do céu, eu virei a própria supersticiosa’”, brinca, se referindo a uma das personagens encenadas na peça.
Maria Clara também se identifica com o texto e aponta que têm facilidade para cometer indiscrições hilárias. “Eu, claramente, me identifico com uma pessoa que só dá furo. Só fala coisa que não é para falar, justamente para a pessoa com quem ela está falando, que a pessoa tá com um problema que está na cara e não é para comentar e eu comento”, relata.
Expectativa
Apresentar-se em Fortaleza, berço de grandes comediantes, traz um misto de honra e frio na barriga. De acordo com Julia Rabello, a cidade é um destino sagrado: “Eu acho que o Ceará é um templo do humor. Então, a expectativa é enorme, porque eu sei que a galera é boa de humor e a gente quer poder gargalhar junto”, diz. Gueiros faz coro: “O cearense é um povo que já tem esse ouvido trabalhado para o humor. Vocês já nascem com isso, a comédia vem desde o berço. Acredito que é um público que vai estar completamente aberto, querendo se divertir. As expectativas são maravilhosas”, antecipa.
O objetivo final, segundo as atrizes, é a leveza. Priscila espera que seja um momento que o público consiga esquecer um pouco dos problemas. “(…) que a pessoa consiga soltar essa risada que libera dopamina e que ela volte mais leve para casa, até rindo de si mesma”, anseia. Por fim, Julia salienta que a peça é “um convite para a gente sentar, olhar para as nossas situações do cotidiano e dar uma gargalhada disso”.
serviço
Espetáculo “Agora É Que São Elas!”
Sábado (7), às 21h, e domingo (8), às 17h e 20h
Recursos de audiodescrição e Libras na sessão de sábado
No Teatro RioMar Fortaleza – R. Des. Lauro Nogueira, 1500 – Papicu
Ingressos a partir de R$ 39,60
Vendas em uhuu.com


















