O enoturismo oferece diversos roteiros para os amantes do vinho conhecerem e vivenciarem um pouco do processo de produção da bebida. E, claro, participarem das várias degustações

Naara Vale
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Considerada uma das bebidas mais antigas da história, o vinho tem ganhado cada vez mais admiradores pelo mundo. O interesse tem movimentado o setor turístico, fazendo crescer o chamado enoturismo. “É uma modalidade relativamente nova no Brasil, de um turismo organizado em torno de vinícolas e de atividades em torno do vinho”, explica o enófilo Jonny Wolff, que há mais de uma década trabalha organizando viagens para apreciadores de vinho.

Os roteiros de enoturismo incluem visitas às principais vinícolas da região escolhida, seus parreirais, acompanhamento do processo de fabricação, engarrafamento e as disputadas degustações. “O local onde é produzido e tudo que lhe diz respeito são fundamentais para nossa compreensão, portanto, podemos afirmar que estaremos bebendo cultura, história, hábitos e costumes”, define o enófilo.

Nesse tipo de viagem, a gastronomia também marca forte presença. Além de incluir algumas visitas a pontos turísticos da região, os roteiros costumam passear por restaurantes onde o viajante vai ter a experiência completa da degustação do vinho e suas harmonizações.

Viagens personalizadas para grupos levam em consideração o perfil dos viajantes, as expectativas, o nível de conhecimento e interesse deles pelo vinho e a disponibilidade, inclusive financeira. “Todo mundo pode fazer essa viagem, mas aí a experiência vai ser diferente para cada um de acordo com o interesse”, explica Wolff.

Quando e para onde ir

As visitações e degustações nas vinícolas ficam disponíveis durante todo o ano, porém, a experiência do visitante pode ser diferente de acordo com o período escolhido. “A época que não se recomenda ir é no inverno da região, não tem graça nenhuma. O ideal é sempre ir no outono ou fim do verão, que é época de colheitas e se vê um monte de gente colhendo uva, ela chegando ao processo industrial”, recomenda o especialista.

Sobre o que visitar, há milhares de vinícolas espalhadas pelo mundo. Algumas regiões, no entanto, se destacam pela quantidade e qualidade das uvas e vinhos produzidos. Uma das mais cobiçadas e com custos mais elevados é a região de Bordeaux, na França. Pela Europa, os amantes do vinho têm também como roteiro a região de Toscana, na Itália; Rioja e Ribeira Del Duero, na Espanha; e a região de Douro, em Portugal.

A América do Sul também guarda seus tesouros e tem as regiões de Vale Del Maipo, no Chile, de Mendoza, na Argentina, como os principais destinos. No Brasil, a região Sul se destaca. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são excelentes destinos para quem quer visitar vinícolas a um custo mais reduzido. A região entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul (RS) é chamada de Vale dos Vinhedos e abriga mais de 30 vinícolas. Já em Santa Catarina é possível encontrar o Planalto Catarinense, que abrange as cidades serranas de Lages, Bom Retiro e São Joaquim, todas com boas vinícolas a serem visitadas.