Há pouco mais de um ano, a empresa cearense Alquimista da Caatinga entrava no mercado para apresentar ao público o seu primeiro produto, a Cauina. Com 11% de teor alcoólico, a bebida é feita à base da fermentação natural do caju e de cajuína, uma criação do pesquisador Vicente Monteiro, a partir de estudos realizados na Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, em Fortaleza.
No seu primeiro ano de produção, a Alquimista da Caatinga já produziu 1500 garrafas em 6 lotes. Até o momento, está à venda, por R$ 85 a garrafa, apenas a Cauina Brut (Sertão). Segundo Vicente Monteiro, outras variações da bebida, como a demi-sec e suave, já estão sendo desenvolvidas, assim como a inserção de novos produtos feitos a partir do caju, por exemplo, o vinagre.
Apesar de oficialmente não poder ser registrada como vinho por não ser fermentada a partir de uva, como determina a legislação brasileira, a Cauina passa pelos mesmos processos produtivos de vinificação, juntamente com processos produtivos dos povos originários de fermentação de caju. “A gente chama de vinho, mas entre aspas por conta dessa obrigatoriedade de ser a partir da uva”, explica Vicente.
O caju que serve como matéria-prima para bebida vem de um produtor rural de Aracoiaba, no interior do Ceará. “A gente quer privilegiar os pequenos produtores que são o nosso elo com terra e com a nossa cultura”, aponta Vicente Monteiro. Segundo ele, além do sabor agradável ao paladar do cearense, a ideia de trabalhar com a fruta se deu por “razões de fazer mover o nosso terroir, que envolve a nossa cultura e também os produtos da nossa terra, como o caju, um produto nativo da caatinga”. “Eu quero que ela [a Cauina] seja uma espécie de espumante do Brasil”, completa.
Tal como os vinhos brancos, a Cauina harmoniza bem com frutos do mar, carnes brancas, queijos, e é melhor consumida em taças de vinho branco, na temperatura entre 4º e 8º.
Onde encontrar:
Fortaleza:
@muatuabar
São Paulo:
@julicepaes
@enotecasaintvinsaint


















