Durante a última semana de alta-costura de Paris, a Dior ultrapassou a passarela e ganhou forma em pedras preciosas. Batizada de Belle Dior, a nova coleção de alta joalheria traduz a paixão botânica de Christian Dior em peças que unem natureza, fantasia e savoir-faire. Ao ecoar a estreia de Jonathan Anderson na alta-costura da casa, a diretora artística Victoire de Castellane reforça um dos códigos essenciais da grife: moda e joalheria nascem do mesmo solo criativo.
Com cerca de 60 criações, a coleção apresenta releituras das tranças — assinatura de Castellane — transformadas em franjas preciosas que se movem com leveza sobre o corpo. Ouro, diamantes e gemas multicoloridas desenham uma flora imaginária em colares, brincos e anéis que evocam simultaneamente jardins oníricos e a fluidez dos vestidos de baile que marcaram a história da maison.
O aspecto contemporâneo surge no conjunto Soleil Céleste, inspirado no fascínio de Christian Dior pelas artes divinatórias. Diamantes amarelos, estrelas e luas emergem da combinação de opala negra com turquesa em joias transformáveis: uma pulseira pode se converter em gargantilha, enquanto um broche torna-se adorno para os cabelos, ampliando a versatilidade das peças.
























