“Destruição Final 2” chega aos cinemas com a missão de repetir sucesso do anterior, lançado durante a pandemia

O relógio do apocalipse volta a avançar nesta quinta-feira (5), com a estreia da sequência “Destruição Final 2”. Expandindo o universo do primeiro filme, lançado em 2020, novo longa, protagonizado Gerard Butler e Morena Baccarin, conduz os espectadores em uma travessia perigosa em busca da sobrevivência

Onivaldo Neto
onivaldo@ootimista.com.br

O caos e a luta pela sobrevivência retornam às telonas brasileiras nesta quinta-feira (5), com a estreia de “Destruição Final 2”. Estrelada por Gerard Butler (“300”, 2006) e a brasileira Morena Baccarin (“Deadpool”, 2016), a sequência de “Destruição Final: O Último Refúgio”, de 2020, traz novamente a direção de Ric Roman Waugh para narrar o próximo capítulo da saga da família Garrity após sobreviverem à queda de um cometa que dizimou boa parte da população mundial.

Além de Butler e Baccarin, a produção conta com Roman Griffin Davis (“Jojo Rabbit”, 2019) no papel de Nathan, o filho do casal protagonista, agora mais velho. O elenco reúne ainda Amber Rose Revah (“Dupla Implacável”, 2010), Sophie Thompson (“Comer, Rezar, Amar”, 2010), Trond Fausa (“Oppenheimer”, 2023), Tommie Earl Jenkins (“Missão: Impossível – O Acerto Final”, 2025) e William Abadie (“Emily em Paris”, 2020).

Desafio

0202tr1302_5c_Easy Resize.com
Morena Baccarin e Gerard Butler protagonizam o longa

No novo longa, a saga de sobrevivência da família Garrity ganha um novo e dramático capítulo. Cinco anos se passaram após os eventos catastróficos do primeiro filme, com os protagonistas em um bunker na Groenlândia. No entanto, a segurança do abrigo torna-se insustentável com o esgotamento dos suprimentos, forçando o grupo a abandonar o isolamento. O novo objetivo é atravessar um mundo devastado rumo à França, local do impacto do cometa, em busca de um porto seguro. A produção promete elevar as apostas, focando na resiliência emocional e no desafio de manter a humanidade em meio ao caos global.

Pré-estreia fria

A trajetória comercial de “Destruição Final 2” começou sob forte pressão nos Estados Unidos. A sequência arrecadou apenas US$ 900 mil em suas pré-estreias na segunda semana de janeiro, um desempenho considerado tímido para uma produção de grande porte. O sinal de alerta, no entanto, vem do custo de produção. Segundo a Variety, o orçamento da produção saltou para US$ 90 milhões — um valor 2,5 vezes maior que os US$ 35 milhões gastos no longa original de 2020. Sem uma justificativa oficial do estúdio para o salto nos custos, o filme agora enfrenta o desafio de reverter o início morno a fim de evitar um prejuízo significativo.

A crítica

Além das dificuldades financeiras, o longa de Roman Waugh enfrenta agora um duro veredito da crítica especializada. Enquanto o filme original de 2020 foi aclamado como um thriller sólido que capturou a essência da ansiedade global durante a covid-19, a sequência parece ter perdido o rumo. De acordo com algumas avaliações, o longa não se classifica como uma aventura eletrizante, mas como uma “peregrinação arrastada”, colocando-o precocemente entre os piores títulos do ano. Para os analistas, o filme falhou em replicar a fórmula que transformou seu antecessor em um fenômeno de público e crítica durante a pandemia.

mais

CURIOSIDADES:
O primeiro longa surpreendeu nas bilheterias mundiais, consolidando sua força em plena pandemia da covid-19. Ao total, a produção arrecadou cerca de US$53 milhões;

A sequência marca o reencontro entre Gerard Butler e Ric Roman Waugh, que colaboram pela quarta vez. O primeiro projeto da dupla, “Invasão ao Serviço Secreto”, foi lançado em 2019;

O filme começou a ser filmado em abril de 2024, no Reino Unido;

Longa estreia na Semana do Cinema em 2026, que oferece ao público ingressos a R$10 (sessões iniciadas antes das 17h) ou a R$12 (demais horários), inclusive no final de semana, nos cinemas de todo o Brasil.

 

RELACIONADOS

PUBLICIDADE

POPULARES