Há poucos meses o mundo parou para ver a (anti) heroína Daenerys Targaryen queimar Porto Real, a capital do fictício reino de Westeros, montada em um dragão nos capítulos finais da série Game of Thrones. Para sorte dos viajantes do mundo, é apenas ficção, já que a cidade destruída seria Dubrovnik, na costa da Croácia.

Nem mesmo os conflitos reais da antiga Iugoslávia, da qual a Croácia fez parte, foram capazes de destruir a ensolarada cidade à beira do Adriático, com ladeiras, casas de pedra e ruelas estreitas. Em menos de 20 anos, o país deixou seus conflitos de lado e se tornou um dos destinos de férias mais desejados da Europa.

Com um custo de vida menor que a maioria dos destinos mais tradicionais do continente (e uma moeda mais barata que o Euro); quase 1,8 mil km de litoral de águas translúcidas e charmosas vilas medievais, não é de se espantar que a Croácia tenha se tornado concorrente de destinos como Costa Amalfitana (Itália), Ibiza (Espanha) e Côte D’Azur (França). Principalmente Dubrovnik, Split e a ilha Hvar, na Costa da Dalmácia, que apenas no verão recebem aproximadamente 800 cruzeiros.

Split é a segunda maior cidade da Croácia e seu centro histórico foi construído a partir do palácio do imperador romano Diocleciano, concluído no ano 305. Dentro das muralhas foram construídas ao longo dos anos várias vielas, hoje ocupadas por lojas, bares, restaurantes e até apartamentos. Inclusive a catedral de São Dômnio e o Museu da Cidade. Logo ao lado fica a Riva, como são chamados os calçadões à beira mar com restaurantes e mesas ao ar livre. Split também é o principal ponto de partida para as ilhas.

São 1.185 na Croácia, mas Hvar é conhecida como a “Rainha da Dalmácia”. A ilha não tem carro, então uma opção é alugar scooter para rodar por campos de lavanda e vilas pitorescas, além de ir de barco a Blue Cave. Nessa caverna a luz entra por fendas nas pedras e reflete na água, formando um tom único de azul, mas não é permitido nadar por razões de segurança.

Já Dubrovnik mantém as mesmas características a séculos, não a toa, abriga no mosteiro franciscano uma das três mais antigas farmácias da Europa. O complexo, localizado na rua principal, Stradun, tem ainda uma biblioteca e uma igreja. Dubrovnik guarda outras joias da arquitetura, como a igreja do padroeiro, São Blasius, e o Palácio do Reitor, onde moravam os duques que administravam a cidade.

Outra região muito procurada além da Dalmácia é a Ístria, berço da culinária croata. Apesar de pequena, a região produz vinhos e azeites premiados, além de trufas conhecidas por estarem entre as melhores do mundo. Os pratos locais são fortemente influenciados por Grécia, Itália, países dos Balcãs e Oriente Médio, com muita massa, pescados, mel e frutas.

E para completar o litoral, o interior do país também guarda tesouros como a milenar capital Zagreb, considerada uma das mais animadas do leste europeu; os Alpes Dináricos, e os 16 lagos com várias cachoeiras do Parque Nacional dos Lagos Plitvice.

O Brasil não possui ligação aérea com a Croácia, no entanto, a TAP, a Air France e a KLM têm voos diretos para Zagreb, com 3h10 de duração a partir de Lisboa e 1h50 de Paris ou Amsterdã. KLM e Air France também oferecem voos diretos não diários para Dubrovnik, com 2h20 de duração. A Casablanca Turismo também oferece várias experiências na Croácia, em parceria com fornecedores locais.