Camila Pitanga e sua filha, Antônia, foram diagnosticadas com malária no último domingo (9). A atriz passou dez dias sentindo febre alta e calafrios, mas sem a certeza de um diagnóstico. Com a possibilidade de ser covid-19, realizou exames que testaram negativo.

De acordo com relato publicado pela artista em suas redes sociais, a suspeita de malária foi levantada por uma amiga, que associou os sintomas ao local onde Camila está em isolamento: uma zona de Mata Atlântica no litoral de São Paulo.

Por mais rara que seja, a malária tem cura se tratada de maneira devida. Após consultas remotas com infectologistas, Camila foi encaminhada ao Hospital das Clínicas da USP. “Não há melhor lugar para você ser tratado do que a rede SUS, local de referência e excelência para doenças endêmicas”, defendeu a atriz. 

Sobre os cuidados que recebeu na unidade de saúde, a artista comemorou que foi atendida por uma equipe inteiramente formada por mulheres e fez questão de citar todas elas em sua postagem no Instagram.

“Os resultados dos exames saíram dando positivo para malária. Eu e minha filha. Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados. O tratamento é gratuito”, apontou Camila. 

Antônia E Camila Pitanga
Antônia E Camila Pitanga

Ela ainda finaliza seu relato agradecendo e incentivando a valorização dos profissionais de saúde e do Sistema Único de Saúde.

É de suma importância valorizar a existência desse sistema de saúde que cuida de tanta gente, principalmente dos que não tem condições de pagar um plano de saúde. Estamos num país onde uma doença matou mais de 100 mil pessoas em poucos meses. Esse número poderia ser o triplo ou mais se não fosse o SUS. A catástrofe seria ainda maior. Muito obrigada e parabéns a todas e todos os profissionais de saúde desse país!!!”, encerra a atriz.

 

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Foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta, calafrios e total incerteza. Havia a sombra da possibilidade de estar com covid-19. Somente no domingo recebi o resultado negativo do meu PCR. Mas no lugar de me aliviar, permanecia a agonia pois eu não fazia ideia do que eu poderia ter. Estava à deriva. Pois bem, uma amiga minha suspeitou que esses picos de febre associados ao fato de estar em isolamento social numa zona de Mata Atlântica no litoral de SP, podia ser malária. Fui indicada a conversar com dois infectologistas. Os dois extremamente generosos em falar comigo num domingo já de noite. Dr Luiz Fernando Aranha e o Dr André Machado. Agradeço ao último pelas orientações que me levaram ao Hospital das Clínicas da USP. Uma vez que a supeita era malária, doença muito rara, não há melhor lugar para você ser tratado do que a rede SUS, local de referência e excelência para doenças endêmicas. No HC, fui prontamente atendida por uma mulherada. Sim, uma equipe 100% de mulheres fantásticas do laboratório da Sucen. Faço questão de dar seus nomes: Drª Ana Marli Sartori, Drª Silvia Maria di Santi, Drª Dida costa, Drª Simone Gregorio, Drª Renata oliveira e tão importantes quanto, as agentes de saúde Cida Kikuchi e Gildete Santos. Todas foram extremamente profissionais, eficientes e gentis. Bom, os resultados dos exames sairam dando positivo para malária. Eu e minha filha. Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados. O tratamento é gratuito. Faço cá meus votos de gratidão a todas e todos agentes de saúde, que além de estarem na trincheira nessa luta contra a covid-19, estão aí atendendo inúmeras outras demandas com seu profissionalismo em meio a condições e incertezas muito grandes. É de suma importância valorizar a existência desse sistema de saúde que cuida de tanta gente, principalmente dos que não tem condições de pagar um plano de saúde. Estamos num país onde uma doença matou mais de 100 mil pessoas em poucos meses. Esse número poderia ser o triplo ou mais se não fosse o SUS. A catástrofe seria ainda maior. Muito obrigada e parabéns a todas e todos os profissionais de saúde desse país!!!

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