Caetano Veloso celebra 80 anos neste domingo (7), com especial transmitido pelo Globoplay e Multishow. O baiano também ganha uma série de livros que abordam suas composições e suas trajetórias de vida e artística

Sâmya Mesquita

samya@ootimista.com.br

Alegria, Alegria! Neste domingo, 7, a partir das 20h30, a lenda da música popular brasileira Caetano Veloso comemora seu aniversário de 80 anos num show em celebração à sua carreira. O músico símbolo da Tropicália sobe ao palco ao lado de sua irmã, Maria Bethânia, e de seus filhos Moreno, Zeca e Tom Veloso.

O “Especial Caetano Veloso 80 Anos” estará disponível no aplicativo Globoplay, que disponibilizará a live também para não assinantes. O canal Multishow também deve transmitir a festa gravada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

A direção é de Pedro Secchin e apresentação ficou a cargo da cantora Iza. Além da celebração, Caetano aproveitará a oportunidade para pedir doações para a TV Pelourinho, instituição baiana que atua na formação de jovens no mercado audiovisual.

Caetano, referência viva
Há muito o que se comemorar nesses quase 50 anos de carreira do artista baiano: ao lado da irmã Maria Bethânia e de outros nomes como Gal Costa, Gilberto Gil, Torquato Neto e Tom Zé, Caetano Veloso foi um dos criadores do movimento cultural Tropicalista, que tomou força durante o período da Ditadura Militar. Caetano é intérprete de canções clássicas, como ‘Sozinho’, ‘O Leãozinho’, ‘Você é Linda’, ‘Odara’, ‘Você Não Me Ensinou a Te Esquecer’ e ‘Tropicália’.

Além de sempre gritar pela liberdade de expressão artística, Caetano imprimia e ainda imprime uma sensibilidade ímpar em suas composições, deixando-as brilhar em contraste com sua voz plácida. Como baiano, ajudou também na descentralização cultural: possibilitou que movimentos como o do ‘Pessoal do Ceará’, de Belchior e Amelinha, ganhassem notoriedade nos anos seguintes.

Suas músicas continuam atuais e atuantes, assim como seus próprios atos políticos. Caetano é referência tão forte na música brasileira que tem trajetória revisitada por pelo menos quatro obras literárias em 2022. Uma delas é o recém-lançado Letras, com organização de Eucanaã Ferraz, que reúne pela primeira vez todas as composições do baiano – mais de 300!

Já Lado C, de Luiz Felipe Carneiro e Tito Guedes, aborda a sonoridade buscada por Caetano desde o início de sua carreira, destacando a virada radical com a BandaCê, que montou em 2006 com músicos 30 anos mais jovens. A obra já está disponível nas livrarias.

Outro título é Mundos no Mundo: Caetano Veloso e o Brasil, de Guilherme Wisnik, com previsão de lançamento para esta segunda-feira (8). O livro investiga a relação do perfil biográfico e intelectual do baiano com seus discos, relações de Caetano com outros músicos, nacionais e estrangeiros, além do respeito que ganhou do público ao longo de sua trajetória. Também chega nesta segunda Outras Palavras, de Tom Cardoso, que aborda suas influências e todas as polêmicas que marcaram sua vida.

Mais
Caetano Veloso ganhou destaque nos anos 60 junto com a irmã, Maria Bethânia, em festivais de música. E foi na TV Record, quando cantou o clássico ‘Alegria, Alegria’, que deu o primeiro passo para o Tropicalismo, ao lado de Gal Costa, Gilberto Gil, a irmã Bethânia, Torquato Neto e Tom Zé. Ele já foi preso pela Ditadura Militar e, depois, foi exilado em 1969. Boa parte de sua estadia foi em Londres, na Inglaterra.

Serviço
Especial Caetano Veloso 80 Anos
Domingo, 7 de agosto, a partir das 20h30, no Globoplay e Multishow
Livros Letras e Lado C, já disponível nas livrarias.
Livros Mundos no Mundo: Caetano Veloso e o Brasil e Outras Palavras, lançamento programado para esta segunda (8).