Bienal Internacional do Livro do Ceará ocorre até domingo

Escritores com reconhecimento local, nacional e internacional estão presentes em todos os dias do evento, que traz programação cultural focada na diversidade literária

Sâmya Mesquita
samya@ootimista.com.br

Os amantes de livros têm até este domingo (20) para curtir a extensa programação gratuita da Bienal Internacional do Livro do Ceará, que chegou à sua 14ª edição, no Centro de Eventos, com o tema “De toda gente para todo o mundo. O tema do evento foca nas infinitas possibilidades de ex- pressões, vozes e narrativas, além de proporcionar conexões trans- culturais. Entre as mais de 300 atividades, estão palestras, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e saraus para crianças, jovens e adultos.

Como nas edições anteriores, a Feira de Livros ocorre no andar térreo e contempla, além de estandes de comercialização de obras, estandes institucionais, praças de convivência e alimentação e café literário. O objetivo é promover a política pública de acesso ao livro, com pro- moção de mais de 90 mil títulos de editoras e autores independentes, sejam veteranos ou iniciantes.

Escritores com reconhecimento local, nacional e internacional estão presentes em todos os dias do evento entre eles os quatro curadores, chamados “curandeiros”: Conceição Evaristo e Daniel Munduruku, vencedores do prêmio Jabuti de Literatura, e os cearenses Talles Azigon e Tércia Montenegro.

Apesar da presença da atriz Camila Pitanga na abertura da bienal, recitando um poema de Conceição Evaristo, os artistas locais são o foco desta edição. “São nomes bem representativos dessa proposta do tema da diversidade, de todos esses diálogos que a gente pode ensejar a partir de lugares, de identidades, de expansões possíveis que a literatura tem para oferecer na contemporaneidade. Várias minorias acabaram sendo contempladas”, disse a curadora Tércia, que também é professora da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Daniel Munduruku, “curandeiro” natural de Roraima, falou sobre a importância da Bienal do Ceará para a visibilidade de minorias, como a indígena. “O Ceará está fazendo um esforço tremendo de colocar os povos indígenas dentro da sua própria história. (…) A gente entende que há sempre uma dificuldade, mas a iniciativa de reconhecer os Mestres dos Saberes me dá a impressão de que o Ceará é pioneiro nisso”, disse o escritor.

Além dos saberes indígenas, são celebradas outras culturas raciais e de gênero. A juventude também é evocada em atividades como o hip hop e a ilustração, especialmente na participação ativa do influenciador Diego Jovino, criador da página Suricate Seboso. “A literatura cumpre a função de se mostrar e dizer: ‘Olha, nós estamos aqui, sempre estivemos e sempre vamos estar, sendo reconhecidos pelas instituições como a universidade, os governos, as prefeituras e as instituições da sociedade em geral. Existe uma literatura”, reflete Daniel.

A 14 Bienal Internacional do Livro do Ceará é uma realização da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará em parceria com o Instituto Dragão do Mar. Confira imagens do evento:

Serviço:
XIV Bienal Internacional do Livro do Ceará
Período: Até 20 de novembro, das 9h às 22 horas
Local: Centro de Eventos do Ceará
Programação: bienaldolivro.cultura.ce.gov.br
Mais informações: Instagram @bienaldolivroce

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