A atriz espanhola Ana Obregón ganhou os noticiários internacionais nesta semana – e não foi por uma de suas atuações. Aos 68 anos, ela se tornou mãe através de uma barriga de aluguel, o que desagradou o parlamento de seu País.
A artista recorreu a uma barriga de aluguel em Miami, nos Estados Unidos, já que a prática é ilegal na Espanha. Uma foto dela segurando a bebê saiu na capa do tablóide Hola. “Eles nos flagraram! Uma luz cheia de amor veio à minha escuridão. Nunca mais estarei sozinha. Eu voltei a viver”, escreveu Ana em seu perfil no Instagram nesta quarta-feira (29).
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O texto emocionado vem do fato de que a atriz perdeu, em pouco espaço de tempo, os pais e o filho de 27 – este com um câncer raro. No ano passado, Ana criou a Fundação Aless Lequio, em homenagem ao filho, para ajudar em casos de diagnóstico de câncer.
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Alguns fãs até questionaram a possibilidade da atriz adotar, em vez de adotar o método. Entretanto Ana seria impedida pela legislação da Espanha, já que só é possível que pais entre 25 e 45 anos de idade adotem.
A gestação de substituição, como é chamada juridicamente a prática da barriga de aluguel, foi incluída entre as “manifestações da violência contra as mulheres”. Irene Montero, ministra da Igualdade do partido de esquerda Podemos, criticou a abordagem sobre o assunto. “[A prática] é reconhecida em nosso país legalmente como uma forma de violência contra as mulheres”, afirmou, à imprensa local. Para ela, a realidade da atriz pode prejudicar mulheres pobres, principais afetadas pelo mercado de barrigas de aluguel.
A legislação da Espanha permite o registro civil dos filhos nascidos no exterior, desde que seja apresentada uma “decisão judicial emitida por um tribunal competente” do país de origem.


















