Técnica milenar, a aromaterapia usa os óleos essenciais extraídos das plantas para promover a melhoria do bem-estar físico, mental e emocional. Conheça mais sobre os benefícios e os cuidados

Naara Vale
naaravale@ootimista.com.br

Os registros do uso de produtos naturais no tratamento de enfermidades datam de milhares de anos. No Brasil, porém, foi somente a partir dos anos 1990 que a aromaterapia começou a ganhar força como técnica alternativa ou complementar. Ela pode ser definida como um conjunto de terapias que visa promover a saúde e o bem-estar do corpo, da mente e das emoções, através do uso do aroma natural das plantas por meio de seus óleos essenciais.

Embora diversos tabus ainda permeiem a aromaterapia, alguns estudos científicos indicam que o uso dos óleos essenciais pode ser benéfico ao corpo e à mente. Um estudo publicado pela Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, testou o uso de óleos contra dor em 26 atletas de alto rendimento. Após o tratamento por 15 dias, houve redução de 79% na dor sentida pelos atletas no pós-treino e uma melhora de 37% no nível de tensão (preocupação e tensão musculoesquelética).

Funcionamento

A aromaterapia utiliza os aromas naturais das plantas para ativar o sistema nervoso, induzindo a liberação de respostas curativas, assim como de substâncias que podem ser sedativas, estimulantes ou relaxantes. “Eles possuem a capacidade estabelecer o equilíbrio entre corpo e mente, de todos os sistemas do corpo humano”, explica Joelma Barbosa, massoterapeuta da AYO Zen, que utiliza a aromaterapia em suas técnicas.

O uso dos óleos essenciais pode ser feito através da inalação, pela absorção da pele ou até mesmo pela ingestão oral. O uso deles deve ser precedido de uma avaliação feita por um especialista, que irá indicar qual o melhor produto para cada caso e a forma adequada de utilizá-lo, pois cada essência vai ter uma função no corpo. A lavanda, por exemplo, é conhecida por promover a sensação de relaxamento. Já o alecrim tem a capacidade de estimular o cérebro.

Antes de adquirir um produto desse tipo, é necessário também verificar se ele possui o certificado de pureza (CTPG) e se é registrado pela Anvisa. Apesar de serem 100% naturais, seu uso requer cuidados. “Todo óleo deve ser usado com cuidado. Assim como ele traz benefícios, se não for feito da maneira adequada, pode causar queimaduras, reações alérgicas… Ele não pode ser usado diretamente, precisa ter carreadores, que podem ser água, óleos ou cosméticos”, alerta Joelma Barbosa.

Experiência positiva

A fisioterapeuta Thyciane Bezerra nunca havia utilizado óleos essenciais até uma amiga sugerir como alternativa para aliviar o desconforto intestinal que o filho recém-nascido sentia. “Eu saí em busca do que poderia ser melhor para ele porque ele estava usando muito remédio e pensei que deveria usar algo mais natural”, conta ela, que é mãe do Levi, de seis meses, e há quatro utiliza os produtos.

Ela lembra que na primeira vez que utilizou o óleo essencial – mesmo a contragosto do marido – percebeu a melhora na digestão do filho. “Nessa época, a gente ainda não sabia que ele tinha alergia à proteína do leite e não fazia a restrição alimentar, mas já percebemos uma melhora”, relata a fisioterapeuta. Os resultados do uso dos óleos foram tão positivos para a família que ela virou consultora de uma marca; e o marido, que inicialmente era totalmente contra, passou a ser usuário assíduo. Segundo ela, um dos benefícios para ele foi uma melhora na gastrite e na pressão arterial, que antes precisava ser controlada por remédios.