Morre Carlos Saura, diretor espanhol de ‘Cría Cuervos’, aos 91 anos

Morreu, nesta sexta-feira (10), Carlos Sauna, cineasta famoso por dirigir o clássico “Cría Cuervos” (1976). O espanhol, que faleceu aos 91 anos em Madri, é considerado um dos diretores de mais prestígio da Espanha e se tornou referência para o cinema nos anos 1960 e 1970.

A causa da morte de Saura, segundo a imprensa espanhola, foi relacionada a problemas respiratórios. Ano passado, o artista teve um AVC e, em outro momento, caiu enquanto passeava com seus cachorros – duas situações que colaboraram para a piora do seu estado de saúde.

O anúncio da morte foi realizado pela Academia Espanhola de Cinema, via Twitter. Neste sábado (11), o artista seria homenageado com um prêmio Goya, o maior do cinema espanhol. Entretanto, foi informado que o artista recebeu o prêmio em casa, dias antes de sua morte.

Sauna ganhou visibilidade ao criticar o regime de Francisco Franco, líder fascista espanhol que governou o país de 1938 a 1975. Ficou conhecido por filmes que exploram a natureza e o drama humano. “Cría Cuervos” (1966), seu filme mais emblemático, conta a história de uma mulher que acredita que causou a morte inesperada do pai, um militar franquista, através de um poder misterioso.

O diretor era o último representante vivo do chamado clássico período do cinema espanhol. “Tive sorte na vida fazendo aquilo que mais me atraía: dirigi cinema, teatro, ópera e desenhei e pintei a minha vida toda”, disse Sauna, em entrevista ao jornal El País em 2020.

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