Conheça os benefícios e cuidados da rinomodelação, procedimento para melhorar aparência do nariz

Procedimento é uma alternativa estética à rinoplastia, com o objetivo de melhorar a aparência do nariz. A rapidez do processo e da recuperação são algumas das das vantagens. Especialista detalha casos indicados e cuidados

Sâmya Mesquita
samya@ootimista.com.br

Segundo relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), entre 2016 e 2020, o uso de procedimentos não cirúrgicos injetáveis registrou um aumento de 24,1% no Brasil. Um deles é a rinomodelação, uma boa pedida para quem não quer passar por um procedimento cirúrgico sucintamente invasivo.
A rinomodelação, também chamada de bioplastia nasal, consiste numa alternativa estética à rinoplastia com o objetivo de melhorar a aparência do nariz. Pode ser realizada com a injeção de ácido hialurônico, botox e/ou fios de tração. É aconselhada para elevação da ponta nasal, para a diminuição da saliência óssea na parte superior do nariz, conhecida como giba nasal, para a correção de assimetrias e muitas outras nuances estéticas que compõem a harmonização da face.
Diferentemente da rinoplastia, realizada em centro cirúrgico com necessidade de tempo de recuperação relativamente longo, a rinomodelação não exige pós-operatório muito restritivo, além de ser um procedimento reversível. “A rinoplastia geralmente envolve o uso de anestésicos, incisões (cortes) e a manipulação das estruturas internas do nariz, como tecidos e ossos, exigindo, em seguida, os cuidados inerentes a um pós-operatório, afirma a especialista em Harmonização Orofacial, Eduarda Diógenes.
A rapidez do processo e da recuperação, que é minimamente invasiva e efetiva na autoestima dos pacientes, pode ser um indicativo do aumento do número de rinomodelações. “Acredito que a rinomodelação possui um bom custo-benefício e, consequentemente, é mais aceito pelos pacientes que, no mesmo dia do procedimento, podem desempenhar  normalmente a maioria das atividades diárias, como trabalho, estudo… A restrição inicial fica só em relação à atividade física, que pode ser retomada em cinco dias”, ressalta a profissional.
Os excessos
A cirurgiã-dentista também aponta que todo procedimento, seja muito ou pouco invasivo, corre o risco de intercorrências, já que o nariz é uma região muito vascularizada. Infecções e obstruções de vasos sanguíneos, que causam a temida necrose tecidual, são exemplos de efeitos desagradáveis. Entretanto, especialmente na rinomodelação, esses riscos não só são administráveis como reversíveis.
Ela cita o caso mais recente envolvendo o cantor Naldo Benny. “No caso do cantor Naldo, a injeção intravascular de ácido hialurônico pode ter prejudicado o aporte sanguíneo para a região daquele vaso. Como consequência, houve a necrose do tecido”, argumenta Eduarda, que possui 10 anos de experiência e formação na Universidade de Harvard.
Para reverter o quadro, ela ressalta que há um tratamento com uso de enzima que degrada o ácido hialurônico, a hialuronidase. Ainda são utilizados laser e câmara hiperbárica nas primeiras horas após o procedimento. “A rinomodelação é segura, desde que seja realizada por um profissional habilitado e experiente”, complementa.
“É importante que o paciente pesquise se o profissional é habilitado e experiente para conduzir o procedimento estético e resolver os eventuais problemas que surgirem”, sugere, indicando uma pesquisa avançada além das imagens que os profissionais  mostram no Instagram.
Outro ponto de atenção cabe aos profissionais, que precisam identificar aqueles que nunca estão satisfeitos com a aparência pessoal, apesar de já terem se submetido a diversas cirurgias e/ou procedimentos. “Pesquisas indicam que a saúde estética torna as pessoas mais confiantes para enfrentarem os desafios e os obstáculos do dia a dia. E é assim que a harmonização orofacial contribui com a vida das pessoas. Entretanto, deve-se investigar se o paciente está acometido pelo Transtorno Dismórfico Corporal para que se faça encaminhamento para um profissional de saúde mental, que pode ser psicólogo ou psiquiatra”, finaliza.

RELACIONADOS

PUBLICIDADE

POPULARES