Reunindo lembranças de infância e o desejo de se aprofundar no legado do pai, Vannick Belchior apresenta show “Das Coisas que Aprendi nos Discos”, neste domingo (22), no Cineteatro São Luiz. Em papo com O Otimista, cantora falou da relação com o artista e da expectativa de gravar 1º DVD durante a apresentação
Danielber Noronha
danielber@ootimista.com.br
Quando partiu, em abril de 2017, o cearense Belchior deixou uma coletânea com incontáveis hits que marcaram gerações. Antes, em Fortaleza, ele plantou uma semente que germinou e, hoje, também fixa raízes na música: é a fortalezense Vannick Belchior, filha caçula de quatro irmãos. Aos 25 anos, ela se prepara para gravar, neste domingo (22), o 1º DVD da carreira. Para registrar mais este passo, escolheu prestar homenagem ao pai, levando o show “Das Coisas que Aprendi nos Discos”, ao palco do Cineteatro São Luiz, a partir das 18 horas. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), podendo ser adquiridos na bilheteria do equipamento e no site sympla.com.br.
Sonho resgatado
Trilhar o mesmo caminho do pai, resgata a cantora, era um desejo de infância, embalado em desejos puros e genuínos, mas que também tinha forte incentivo de Belchior. O contato entre os dois era mais frequente durante a infância, nas vindas dele à capital. “Ia sempre aos shows que vinha fazer e tive até a oportunidade de cantar para ele, que dizia, bastante emocionado, que eu seria a filha cantora, seguindo os mesmos passos que ele”, rememora. Hoje, aos 25 anos, passear pela obra do pai, define, foi também uma forma de reparar muitas coisas do passado. “É um momento em que posso conhecê-lo enquanto pai, artista, e também na posição de filha desse grande ícone”, pontua.
Formada em Direito, Vannick colocou os pés de vez na música a convite do músico Tarcísio Sardinha, que chegou a trabalhar com Belchior. Sardinha faleceu no mês passado, aos 58 anos de idade. “Ele me trouxe para o meu próprio destino, mudou os rumos da minha vida profissional. Se disponibilizou a abrir portas, a apresentar pessoas e a promover eventos comigo”, destaca a cantora.
Tributo
O show escolhido para domingo já está na praça há algum tempo. Contudo, pondera a artista, só agora tem ganhado a sua impressão, em um caminho que mescla homenagens ao pai, mas que passa também por seu autoconhecimento enquanto cantora. “É um show cheio de novidades! Tem um repertório que eu ainda não apresentei e músicas que estão com uma outra roupagem. Estou colocando uma musicalidade bem própria em relação aos arranjos e ao repertório”, adianta.
No setlist, canções conhecidas nacionalmente, mas também músicas desconhecidas do grande público, chamadas de “Lado B”, que dialogam de alguma maneira com o momento atual de Vannick. O espetáculo tem direção musical do produtor e músico Lu D’Sosa, que traz novos arranjos para canções consagradas como Paralelas, Como Nossos Pais e A Palo Seco.
Entre as menos conhecidas, Vannick escolheu Carisma, porque aborda a presença nordestina na história de vida de Belchior, e Retórica Sentimental, que, segundo ela, traz uma perspectiva sutil do Brasil colonizado, como vitrine tropical. “É o meu encontro com o pai. Essa presença imaterial muito perto de mim, através da obra dele, é muito mais significativa do que para qualquer outra pessoa que o escolheria para fazer um tributo”, defende. “Será uma apresentação de muitas lembranças e memórias. É uma trilha sonora que ficou na mente e no coração de todos que gostam do meu pai”, completa.
Serviço
Show de Vannick Belchior
Neste domingo (22), às 18h
No Cineteatro São Luiz
Valores: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia entrada)
Vendas: www.sympla.com.br e na bilheteria do teatro
Mais: @cineteatrosaoluiz


















