Exposição conta 115 anos de memórias da comunidade do Poço da Draga, na Praia de Iracema, através de fotografias de álbuns de famílias que vivem no local. A mostra será aberta hoje (14)
Naara Vale
naaravale@ootimista.com.br
Cento e quinze anos de história, personagens e espaços que formam a comunidade do Poço da Draga, na Praia de Iracema, serão contados na exposição fotográfica “Poço 115 – Um álbum imaginário para a comunidade visível”, uma coprodução de Álvaro Graça Jr., documentarista e morador do local, e Felipe Camilo, artista e pesquisador. A exposição virtual será aberta nesta segunda-feira (14), a partir das 15h, no site do Dragão (www.dragaodomar.org.br).
Em vídeo disponível no canal do Dragão no YouTube (youtube.com/dragaodomarcentro), Álvaro Jr. e Felipe Camilo compartilham o processo de produção da mostra, suas vivências e memórias no Poço da Draga, além de exibir fotos e relatos de moradores da comunidade, coletados ao longo de quatro anos. O projeto é fruto das pesquisas para a tese acadêmica de Felipe, intitulada “Comunidade Visível: Narradores de Imagens e Memórias do Poço da Draga”.
Memórias de família
A exposição reúne fotografias cedidas por diversos moradores do Poço da Draga, mas toma como foco principal os registros fotográficos de três famílias principais: a família Graça, de onde vem o documentarista Álvaro Graça Jr; a família de Ivoneide Goes, moradora do local e arquivista detentora de inúmeras fotografias; e a família de Nilce Vasconcelos, uma das moradoras mais antigas e mãe de Cláudio Filho, ex-jogador do time de futebol Brasileirinho, o qual ajudou a contar a história do Poço da Draga. “A família dessas pessoas está no Poço há quatro ou cinco gerações e o Brasileirinho virou uma desculpa para eles guardarem fotografias da comunidade, arquivarem histórias”, pontua Felipe Camilo.
Quatro séries fotográficas compõem a mostra. “Poço 115 (2020-2021)” e “Resenha do Brasileirinho (2020-2021)” reúnem fotografias de álbuns de famílias diferentes, contando a história do Poço da Draga através das histórias pessoais de seus moradores e do time de futebol da área.
“Poço Acquario (2019)” apresenta retratos de famílias mais antigas tendo a planta arquitetônica do Acquario como pano de fundo, como se mergulhassem na água do mar, numa alusão à resistência da comunidade à obra. Já a série “Sobrepontes (2021)” são sobreposições fotográfica que combinam paisagens atreladas à ponte metálica. Em breve, as séries serão transformadas em fotolivro. Todo o projeto contou com a colaboração das fotógrafas Ivoneide Gois e Dayane Araújo.
Para o artista visual Felipe Camilo, a exposição é mais uma forma de resistência da comunidade do Poço da Draga, que em maio, celebrou seu o aniversário de 115 anos. “O Poço da Draga é esse lugar que tanto está na formação da cidade de Fortaleza como também é um lugar com muita gente que atua ativamente na preservação da memória da cidade. O trabalho da gente é não só a preservação da história de Fortaleza no geral, mas pontuando a defesa de comunidades tradicionais permanecerem no seu lugar de origem, onde seus familiares estão ali há várias gerações”, descreve Camilo.
Serviço:
“Poço 115 – Um álbum imaginário para a comunidade visível”, Exposição fotográfica e a partilha de processo de Felipe Camilo e Álvaro Graça Júnior
Quando: segunda (14), às 15h
Exposição fotográfica: Site do Dragão (www.dragaodomar.org.br)
Partilha de processo: Youtube do Dragão (youtube.com/dragaodomarcentro).
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