Brasil recebe maior aporte de doses desde o começo da vacinação contra covid-19

De quinta-feira (29) até o último domingo (2), o Brasil recebeu 12.040.000 doses de vacinas contra covid-19. O aporte é o maior já recebido pelo País em um intervalo inferior a uma semana dias desde o início da vacinação contra a covid-19, em janeiro.

Com base na projeção contratual de entrega das vacinas ao Plano Nacional de Imunização (PNI) por parte do Ministério da Saúde, quase 30 milhões de doses serão entregues este mês, e a expectativa é de que o ritmo da vacinação passe a ocorrer de modo mais acelerado nos próximos meses, à medida que novas remessas sejam entregues ou caso outros imunizantes passem pelo crivo – e aprovação de uso emergencial do de importação especial – da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como o caso da Sputnik-V, cuja segurança foi rejeitada pelo órgão na semana passada, embora tenha os dados julgados pela Anvisa tenham sido aprovados por comitê do Ministério da Ciência, Inovação e Tecnologia (MICT).

O recorde começou a ser contabilizado pelo recebimento de doses na quinta, com o primeiro envio da vacina da Pfizer/BioNTech, que somou 1,1 milhão de doses. Na sexta-feira (30), foram recebidas 6,5 milhões da AstraZeneca/Fiocruz e 420 mil da CoronaVac Butantan. Neste fim de semana, houve a entrega de aproximadamente 4 milhões de doses também da AstraZeneca, mas importadas por intermédio do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e de cujas negociações participaram governadores das unidades federativas.

Cerca de 30 mi de doses
A Fiocruz projeta entregar 21,5 milhões de doses à pasta federal até o fim deste mês, enquanto o Butantan prevê repasses na casa das 5,6 milhões de doses. A Pfizer, que realizou a primeira entrega na última semana, deve entregar mais 2,5 milhões. No total, serão quase 30 milhões de doses, o que daria para imunizar cerca de 15 milhões de pessoas, considerando que todos os imunobiológicos previstos para serem entregues ao PNI requerem a utilização de duas doses.

Ainda segundo o Ministério, o quantitativo deve aumentar exponencialmente nos meses seguintes. Para junho, estão previstas 54.257.858 doses, quase o dobro da previsão fixada para maio. O terceiro e o quarto trimestres de 2021 resguardam a previsão de chegada de 162,8 milhões e 210,5 milhões, respectivamente. No total, o Governo Federal adquiriu, até o momento, 562.912.870 doses.

SP: diálogo com Cuba
A secretária de Relações Internacionais da prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, manteve contato com representantes do consulado cubano e iniciou conversas sobre uma possível aquisição de vacinas que estão sendo desenvolvidas em Cuba. O objetivo, aponta a gestão, é tomar conhecimento sobre as vacinas.

“A SMS [Secretaria Municipal da Saúde] reforça que o importante, no momento, é ‘abrir o leque’ de conversações com os laboratórios para que a pasta esteja pronta para fazer as compras no momento que for possível adquirir as vacinas, com recursos já separados por parte da administração municipal”, divulgou a prefeitura em nota. A SMS, segue a nota, mantém conversas com laboratórios e com alguns deles manifestou intenção de compra de vacinas, como nos casos da Janssen, da Pfizer e da própria AstraZeneca.

Vacinas ao Ceará
Na tarde desta segunda-feira (3), o Ceará recebeu mais um lote de vacinas contra covid-19, contendo 255.750 doses da AstraZeneca e 17.550 da Pfizer. No total, foram 273.300 doses na remessa. Desde a última quinta, foram enviadas 476.950 doses pelo Ministério via PNI. No anúncio do recebimento do novo lote, o governador Camilo Santana reforçou que segue trabalhando para vacinar o maior número de cearenses o mais breve possível.

O Ceará aplicou, segundo os quantitativos mais recentes do Vacinômetro Covid-19, 2.066.342 doses das vacinas disponíveis. Destas, 1.348.288 foram utilizadas para aplicação de primeiras doses (D1) e 718.054 para segundas doses (D2), ou seja, mais da metade dos vacinados já completou ciclo de vacinação contra a doença. Os números são os mais divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) até as 17h30 de ontem.

Em relação aos demais estados do Nordeste, o Ceará segue como segundo em números gerais de doses aplicadas, atrás apenas da Bahia, que administrou 3.576.103 doses na população. Pernambuco figura na terceira posição, logo atrás do Ceará, com 2.044.727 doses aplicadas. O panorama se mantém o mesmo em relação às aplicações de D1 e D2, sendo Bahia em primeiro (2.436.599/1.139.504) e Pernambuco em terceiro (1.374.288/666.439). (Por Danielber Noronha, da Redação O Otimista)

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