Você sabe interpretar os rótulos dos alimentos? Confira dicas para ajudar a avaliar o que você está comprando

Você tem o costume de ler os rótulos dos alimentos quando vai ao supermercado? Saber avaliar os ingredientes pode impactar positivamente na sua saúde e estimular uma escolha mais consciente. Confira dicas!

Emanuel Furtado
emanuelfurtado@ootimista.com.br

Evitar ler apenas a parte da frente das embalagens, procurar identificar os asteriscos contidos nelas, verificar a lista de ingredientes e a tabela nutricional, ficar atento às porções e aos variados nomes do açúcar. Se você é o tipo de consumidor que não se liga nos rótulos dos produtos na hora da compra, já passou da hora de repensar sobre o assunto e tomar alguns cuidados necessários para se prevenir de problemas ligados à saúde.

O nutricionista Francisco Júnior lembra que não é novidade o fato dos alimentos processados possuírem aditivos alimentares prejudiciais à nossa saúde. “Devemos ter cuidado ao escolher um produto que vai para além da sua imagem colorida e cores fortes”. Ele chama a atenção para a publicidade de muitas empresas, que estimulam a população a consumir produtos nada saudáveis, ao colocar informações em seus rótulos, em grandes letras, “inclusive indicando que é um alimento natural”.

O profissional cita como exemplo as embalagens de biscoitos,  colocados como saudáveis nas prateleiras, mas que são carregados de açúcar. O nutricionista destaca ainda o cuidado que devemos ter com o consumo excessivo de outros produtos ultraprocessados, como sorvetes e macarrões instantâneos, ricos em sódio, gordura e também açúcar – ingredientes que provocam hipertensão, diabetes e obesidade, aumentando o risco cardiovascular dos pacientes.

O Otimista selecionou algumas dicas que devemos adotar no nosso cotidiano para compreender e ter uma leitura mais clara do que está contido nos rótulos dos produtos que consumimos. Confira!

> Lista de ingredientes: a sua verificação facilita identificar quais aparecem em maior ou menor quantidade – são descritos em ordem decrescente. Importante destacar que, quanto menos itens, mais natural é o alimento;

> Diferentes nomes de açúcar: melado, açúcar invertido, frutose, dextrose, glicose, sacarose, xarope de milho, xarope de malte, glicose de milho e maltose. São muitas as nomenclaturas que o açúcar recebe nos rótulos, então é importante ficar atento, para evitar os exageros contidos neles;

> Porção (individual): para contribuir com uma alimentação mais saudável, a porção deve ser avaliada em gramas e na medida caseira encontradas nos rótulos;

> Valor diário: é possível planejar alimentações mais saudáveis quando sabemos as quantidades de energia e os nutrientes contidos nas embalagens;

> Validade e conservação: para garantir a segurança do consumo e diminuir os riscos de intoxicação alimentar, por exemplo, se faz necessário conferir a validade do produto e sua data de fabricação;

> Fibras: responsáveis por melhorar o desempenho do intestino,  contribuem para evitar prisão de ventre, colesterol elevado e diabetes. São encontradas principalmente nos rótulos de alimentos integrais;

> Carboidratos: presentes em pães, massas, farinhas e arroz, os carboidratos fornecem energia e devem ser “queimados” quando consumidos em excesso. Os diabéticos devem ficar mais atentos;

> Alérgicos: para esse grupo, é importante observar nos rótulos os ingredientes que podem provocar reações alérgicas, como, glúten, castanhas, leite, ovos, aveia, amendoim, além de derivados de soja.

Mudanças

Órgão que regulamenta a rotulagem nutricional dos produtos no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou – em outubro do ano passado – mudanças para facilitar a visualização e compreensão dos rótulos, como a identificação da alta quantidade de sódio, açúcar e gorduras saturadas. Segundo informou o órgão, para melhorar a legibilidade dos rótulos, a tabela conterá apenas letras pretas e fundo branco.

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