Um dos métodos construtivos para grandes obras comerciais ou industriais que mais têm ganhado adeptos entre as empresas é o de estruturas metálicas. Razões não faltam: rapidez na instalação e montagem, vida útil elevada e possibilidade de encomendar as peças de acordo com as necessidades de cada projeto.

De olho nesta tendência de mercado, os sócios Odmar Feitosa Filho e Rodrigo Queiroz Frota iniciaram na Metalix Estruturas Metálicas um processo de reposicionamento de marca, passando pelo aumento da capacidade de produção – tanto do porte das estruturas quanto pela otimização do chão de fábrica – e de um marketing mais agressivo.

O processo resultou na aquisição dos ativos de uma empresa concorrente, e em duas mudanças de sede. A capacidade de produção também deu um salto de 60 toneladas/mês em 2017 para 400 toneladas/mês. Atualmente, a Metálix gera 65 empregos diretos e pelo menos 60 indiretos, a depender do número e porte das obras em instalação.

A Metálix vem de um ciclo de expansão que aumentou a capacidade de produção quase oito vezes, passando de 60 para 400 toneladas por mês. Como se deu esse processo, mesmo com o mercado em retração?

Odmar Feitosa Filho – Na realidade a gente começou com um planejamento quando o mercado ainda estava ruim. Contratamos uma consultoria há quase dois anos para aprimorar os processos, fomos nos preparando.

Rodrigo Queiroz Frota – Depois da reorganização da casa, o pontapé do crescimento foi o alinhamento dos sócios em reposicionar a empresa, de ficar um pouco mais perto do cliente. Fizemos um rebranding, investimos em um comercial especializado e no marketing de relacionamento, um pouco mais agressivo. Também reposicionamos nossos produtos em um mercado onde ele era explorado, mas não estava em evidência.

E essa expansão foi coroada com a aquisição de uma concorrente. 
Odmar – Nós já vínhamos expandido o negócio nos últimos anos, já estávamos no mercado há sete anos, aí surgiu essa oportunidade. Levei para o Rodrigo, fizemos um estudo de viabilidade e efetuamos a compra dos ativos.

Rodrigo – Tivemos a oportunidade de absorver os ativos de uma empresa. Fizemos uma análise de sinergia e constamos que poderíamos crescer mais, trouxemos alguns quadros da equipe da empresa para aprimorar nosso time e agora estamos com mais fôlego para crescer.

Você já investia em outros setores, Rodrigo. Como surgiu a oportunidade de investir também no segmento de estruturas?

A Metálix já existia, fizeram uma obra pra mim, gostei muito do resultado e perguntei se eles queriam mais um sócio. Entrei em agosto de 2017 para ajudar a reorganizar a empresa e encontrar um novo horizonte de crescimento. Tivemos um crescimento orgânico muito grande, tanto que no último ano mudamos de sede duas vezes. A primeira nós esperávamos passar de cinco a 10 anos, lá passamos a trabalhar muito o relacionamento institucional, trazer o cliente um pouco mais pra perto pra entender o que é o negócio, o que é a estrutura metálica e o potencial que ela tem, desde soluções prediais como também coberta. E com a aquisição veio a segunda mudança.

Quais são os diferenciais da Metálix para execução de estruturas?

Odmar – Nós somos especializados em cobertas metálicas e estruturas de construção pesada, no caso o Aço Minas, de Perfil I. Nosso foco são supermercados, shoppings, galpões industriais, etc., e tanto desenvolvemos o projeto todo quanto só executamos, temos uma equipe de engenharia especializada para dar suporte, sugerir melhorias nos projetos prontos e em estruturas mais inteligentes que podem até baratear a obra.

Qual é a expectativa a curto prazo após toda essas mudanças na empresa?

Odmar – A expectativa para 2019 é colocar o negócio pra rodar, estamos com um potencial grande, visitando clientes em vários estados, apresentando a empresa para parceiros potenciais e da carteira da empresa que adquirimos para fechar novos negócios em todo o Nordeste.

Rodrigo – Já estamos entre as cinco maiores do Nordeste, como empresa o objetivo é crescer sempre, mas com sustentabilidade e qualidade. Não pretendemos ser a maior do Brasil, mas sim uma referência no segmento.