Marrocos é um lugar de confluências: o país africano milenar que está a uma de barco da ferry boat da Europa é fortemente marcado pelas influências de diferentes culturas africanas, árabes e européias, que desde o século VII habitam a região, cujas paisagens são tão variadas quanto a sua cultura e a sua gastronomia.

A costa é larga, dividida entre um litoral quase tão extenso quanto o do Ceará, voltado para o Mediterrâneo, e outro, com 2,8 mil km para o Oceano Atlântico; além de vastas extensões dominadas pelo Deserto do Saara e outra grande parte – cerca de um sétimo do território – marcado pelas montanhas do Atlas, uma cadeia de elevações que ultrapassam os quatro mil metros de altitude, com estações de esqui, cuja população é predominantemente berbere, o povo do norte da África que dominou a região ao longo de séculos.

O país, atualmente governado por uma monarquia, é uma das principais economias da África e foi ocupado, em diferentes momentos da sua história, por vários povos: portugueses, espanhóis, ingleses e, mais recentemente, franceses – o Marrocos foi protetorado francês até os anos 1950. Apesar das características predominantemente árabes, traços destas influências são perceptíveis principalmente em detalhes da arquitetura, na culinária e na língua, já que o francês é tido como uma língua não oficial.

Com mais de 33 milhões de habitantes – sendo aproximadamente um décimo vivendo em Casablanca, a maior e mais conhecida cidade – o Marrocos é um país que se moderniza a cada dia, incorporando costumes ocidentais e recebendo grandes investimentos turísticos, mas sem perder a sua essência árabe. Assim, a tradição das feiras, dos cortumes, dos condimentos e especiarias, as cores quentes das construções e as medinas (antigas cidades muradas) permanecem mais vivas do que nunca. Calcula-se que Fez, uma das cidades mais antigas, cerca de 40% dos um milhão de habitantes vivam na cidadela murada, cheia de vielas estreitas, que dependem de burros para transportar cargas.

Além da diversidade de paisagens naturais, culturas e compras baratas, outras vantagens do Marrocos são a proximidade com a Europa (Casablanca está a 2h40 de vôo de Lisboa, assim, é possível sair de Fortaleza, em vôo da TAP, e estar na maior cidade marroquina em até 12h, incluindo o tempo de conexão em Lisboa, sem falar na opção que a companhia aérea oferece com o stop over em Porto ou na capital), e a malha ferroviária. Assim, é possível deslocar-se entre a capital, Rabat, e as principais cidades turísticas – Casablanca, Marrakesh, Fez, Tânger e Essaouira – em trens baratos e quase sempre pontuais. Também há opções de ônibus de luxo, principalmente para subir as montanhas do Atlas.