Quartier Dumont
Projeto arquitetônico do Quartier Dumont Mall é assinado pelo arquiteto Mario Wilson.

Especializada em concepção de projetos e administração de imóveis comerciais, a Imobiliária Ary Brasil inaugurou, em junho, o Quartier Dumont Mall, que se soma a mais de 20 outros que a empresa administra em Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral e Eusébio.

Localizado em uma das esquinas mais privilegiadas da Aldeota, na Santos Dumont com Professor Dias da Rocha, o centro comercial tem 22 lojas e aproximadamente 6 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), além de 220 vagas de estacionamento. Segundo o diretor comercial da empresa, Henrique Ary Brasil, um dos principais diferenciais do empreendimento, além da localização, é reunir várias empresas de serviço e conveniência e algumas estratégicas de varejo em um espaço compacto e agradável.

“Nós temos o supermercado Guará, que vai aumentar a concorrência do setor naquela região e a academia Green Life como âncoras, além do Empório da Tapioca, Farmácia Pague Menos e algumas lojas de varejo.

Além do Quartier Dumont, também está comercializando a segunda fase do Espaço Meireles e o mall do empreendimento BS Design, na Desembargador Moreira. A empresa administra ainda Buena Vista (Washington Soares), Pátio Oliveira Paiva, Casablanca Mall, entre outros. Na região metropolitana, é responsável pelo Shopping Jurema, em Caucaia. Já no interior, pelo Sobral Open Mall e Juazeiro Open Mall, nas cidades homônimas.

– Com o Quartier Dumont, a Ary Brasil fez uma aposta ousada ao construir mais um centro comercial em uma região onde há vários outros do gênero. O que o difere dos vizinhos?

Como nós tínhamos um terreno grande, com 5 mil m², naquele corredor muito nobre e que estava subutilizado, tivemos a ideia de fazer um strip mall, que é um shopping menor e voltado para conveniência e serviços, com um pouco de varejo. Era um empreendimento que a gente podia começar do zero e assim fizemos, estudamos muito pra conceber o projeto, aproveitar a localização privilegiada, valorizar a face para o nascente da Dias da Rocha, que dá uma ventilação interessante. Embora a região tenha muitos empreendimentos do tipo, acredito que não tenha nada parecido com o nosso. Tanto o projeto arquitetônico, quanto o número de vagas (são 220), e as âncoras, que são bem interessantes.

Henrique Brasil (30)

– Restam apenas três unidades para comercialização, tem algum tipo específico de estabelecimento que vocês buscam para somar ao mix atual?

Estamos buscando empresas como pet shop, curso de idiomas ou até mesmo varejo, além de mais uma no ramo da alimentação. Do tipo, temos atualmente temos o Empório da Tapioca e a partir de outubro teremos também o Rosa Celeste, restaurante de comida contemporânea do chef Marco Gil. Além disso, estamos inaugurando entre agosto e setembro lojas da Rio de Jas, da Supplements e da loja de artigos de festa Allegro Mundo.

– A Ary Brasil desenvolveu, em 11 anos, uma expertise em centros comerciais compactos e horizontais. A empresa já nasceu com esta vocação?

Temos mais de 20 empreendimentos desse mesmo perfil sob a nossa administração, em Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral, Caucaia e Eusébio. A nossa empresa começou pequena, voltada para alguns imóveis que a família tinha, depois passamos a administrar outros malls de terceiros, inclusive, alguns já prontos. A nossa vocação é prestar consultoria jurídica e comercial para investidores e administrar. Ou seja, a gente desenvolve o produto, comercializa e administra.

– Você acredita que a crise afetou o setor? Quais são as vantagens competitivas deste perfil de centro comercial?

Quando você acredita, faz um trabalho bem feito, com planejamento e estudo, sempre vai ter mercado. O que diferencia esse tipo de centro comercial que a gente trabalha, como o Quartier Dumont, é por ser um shopping de conveniência, com lojas voltadas para a rua. Elas vendem por si, quem passa na rua, vê. E esse tipo tem um custo muito mais baixo, porque a gente não tem o FPP (fundo de propaganda), nem 13 º aluguel e o condomínio/rateio de despesas é bem inferior ao dos shoppings tradicionais. É um investimento bem menor, menos hostil para a cidade, em relação a impacto arquitetônico e de trânsito, e a gente só inicializa quando tem uma âncora para movimentar o empreendimento.

– Quanto aos outros empreendimentos administrados pela Ary Brasil, há outras novidades preparadas para os próximos meses?

Sim, nós estamos trabalhando a segunda etapa do Espaço Meireles, voltada para a rua Ana Bilhar, que vai coincidir com a inauguração do polo gastronômico da Varjota, em 2019; a agência Jangada, da Caixa, que vai para o Casablanca (Eng. Santana Júnior com Padre Antônio Tomás) e o mall do BS Design, que já temos contrato assinado com o grupo Santa Grelha, que vai abrir uma outra bandeira lá, e também estamos negociando com outra grande rede de restaurantes.

Henrique Brasil