Uma metrópole onde imponência e decadência se misturam tanto nos seus prédios neocoloniais ou quanto nos arranha-céus modernistas dos anos 1940; onde seu povo simples, mas alegre e sempre disposto a ajudar (ainda que esperando “regalos” dos visitantes), recebe turistas em casa e oferece os mais variados serviços para os visitantes; uma cidade onde em cada esquina se pode ouvir música boa ou um artista produzindo telas, painéis, cerâmicas, cinema e muito mais. Esta é Havana.

A capital cubana é a maior cidade do Caribe e sua população de quase 2,5 milhões de habitantes espalha-se por um território mais de duas vezes maior que o de Fortaleza, sempre margeado pelo azul do mar e cheio de praias de areia branca e fina.

A região de Havana sempre foi um entreposto comercial importantíssimo entre as Américas e a Europa e, por isso, é cheia de fortes e muradas. O desenvolvimento que o comércio e a produção local de cana-de-açúcar e tabaco induziu, deixou marcas na arquitetura, que exibe muitos edifícios barrocos e mouriscos. Ao longo dos séculos, desde a sua criação, em 1520, muitos artistas e arquitetos espanhóis, portugueses, franceses e italianos contribuíram para a “europeização” das construções.

Como atualmente a maior receita da ilha vem do turismo, é muito fácil viajar para a ilha: com passagens compradas e reservas de hospedagem realizadas, basta solicitar visto nos consulados (em Brasília e em São Paulo, por apenas R$ 45), pelos Correios (R$ 170, devido às taxas de emissão do Sedex e tarifas de conveniência) ou agências de viagem credenciadas pelo governo de Cuba, ou ainda visto emergencial, que pode ser solicitado por meio da companhia aérea Copa Airlines.

Os vistos saem rapidamente e as exigências são apenas vacinação contra Febre Amarela (dada em qualquer posto de saúde, e também é exigida por diversos outros países); seguro-saúde internacional e a reserva de hospedagem. Além dos muitos hotéis e resorts de Cuba, outro meio de hospedagem muito comum e também aceito pelos órgãos de controle cubanos são as hospedagens em casas de moradores. A principal desvantagem deste tipo de hospedagem é a internet: a conexão com a rede mundial de computadores ainda é um serviço caro, pouco comum até mesmo nos hotéis e outros tipos de estabelecimentos, sendo raro em residências.

Como o transporte coletivo em Havana é pouco eficiente, a melhor maneira de se locomover é por táxi (o costume local é andar com o taxímetro desligado e acertar o preço antes, portanto, pechinche) ou bicitáxi (bicicletas com um ou dois assentos cobertos atrás). Para isso é bom sempre ter dinheiro trocado e evitar fazer trocas na rua, já que há duas moedas circulantes, o CUC, mais turístico, e o CUP (peso cubano).

Para conhecer os encantos da ilha, saindo de Fortaleza, há uma opção com apenas uma escala ou conexão: Fortaleza-Cidade do Panamá-Havana, pela Copa Airlines.