Sinônimo de sofisticação, diamantes, qualidade de vida e das melhores cervejas e chocolates do mundo, a minúscula Bélgica é um dos destinos mais bonitos da Europa, apesar de não receber tantos visitantes quanto os seus vizinhos Holanda, Alemanha e França.

Seu território é pouco maior do que o Estado de Alagoas, o segundo menor do Brasil, e localiza-se na fronteira entre a Europa Latina e a Europa Oriental. Portanto, a Bélgica sempre foi um importante entreposto comercial e ponto de confluência de várias culturas, o que se reflete na divisão do país em duas grandes regiões: Flandres, ao norte, de língua Holandesa e onde está a maior parte dos cerca de 11 milhões de habitantes, e a Valônia, que ocupa mais da metade do território e onde se fala Francês. Também há uma minoria de origem germânica.

Esta localização privilegiada possibilitou que a região tenha um comércio muito ativo desde a Idade Média. Outros fatores que levaram o pequeno reino a desenvolver-se economicamente foi a exploração de diamantes, marfim e borracha nas colônias africanas, entre os séculos XIX e XX.

A maior parte dos destinos turísticos está em Flandres, a parte flamenga do país. Lá estão Bruges, a cidade medieval considerada a “Veneza do Norte”, devido aos seus canais; e a Antuérpia, segunda maior cidade e considerada o paraíso do comércio de ouro e pedras preciosas.

Bruges é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Histórico da Humanidade. Cortada pelo rio Djiver e pelos seus canais, possui inúmeros edifícios medievais bem preservados, construídos no apogeu econômico da região, que chegou a ser um dos principais centros de comércio de tecidos da Europa. Seu centro é fechado para carros, então a melhor maneira de aproveitar a atmosfera romântica do lugar é a pé, de bicicleta ou passeando de barco pelos canais.

Já a Antuérpia continua aproveitando a vocação comercial: é considerada a capital da moda da Bélgica e possui inúmeras lojas, incluindo o exclusivo e vigiado Diamond District, onde são comercializadas cerca de 80% dos diamantes brutos e 50% dos diamantes lapidados explorados no mundo. A cidade também tem muita história e um centro tombado, com muitas edificações góticas, uma vida noturna agitada e excelentes museus, tais como o Plantin-Moretus, o Rubenshuis (casa do artista Rubens, um dos mais importantes da Idade Média), o Red Star Line, o MAS (Museu ann de Stroom), e o Meddelheim.

A capital, Bruxelas, é uma metrópole cosmopolita, sede da União Européia e também repleta de edificações tombadas pela Unesco. Uma das mais conhecidas é a Grand Place, que consta em todas as listas das praças mais bonitas do mundo.

Um dos ícones de Bruxelas é a Manneken Pis, a estátua de bronze com uma criança urinando. Outra obra símbolo da cidade é a futurista Atomium, que representa nos seus 103 metros um conjunto de átomos de ferro. Foi construída em 1958 para a primeira Exposição Mundial depois da Segunda Guerra. Outras atrações imperdíveis são o Museu Magritte e a Academia Real de Belas Artes.

Além de pequena, a Bélgica possui uma excelente estrutura ferroviária, o que permite deslocamentos rápidos e seguros entre as cidades. Apesar de não possuir voos diretos para o Brasil, o país é facilmente acessado. A partir de Fortaleza, são quatro possibilidades de ligação, todas em menos de 12 horas de voo, incluindo a conexão em Lisboa (via TAP), ou Paris (via Joon/Air France), ou Amsterdã (via KLM), ou Frankfurt (via Condor).