Uma das melhores coisas das copas da FIFA é exibir as belezas dos países que sediam o mundial, e com a Rússia não foi diferente. O país onde tudo é superlativo – o maior do mundo em área (mais de 17 milhões de km²), o segundo em potencial bélico (oficialmente, é o que tem o maior número de armas de destruição em massa), a sexta maior economia em poder de compra e terra da maior ferrovia do mundo (a Transiberiana, com mais de 10 mil km de extensão e oito fusos-horários), só para citar alguns – aposta na sua grandiosidade, história e tradição para atrair mais turistas.

Esta atividade encontra-se em forte expansão desde a dissolução da União Soviética, em 1991, tanto com a abertura de novos negócios, quanto com a quebra de barreiras de acesso (o governo russo não exige mais visto para brasileiros, no caso de permanência curta). E atrativos não faltam: dos resorts na costa do Mar Negro, tão luxuosos quanto e geralmente mais baratos que os do Adriático e do Mediterrâneo, às paisagens estonteantes do Lago Baikal, considerado patrimônio da humanidade pela Unesco, passando pelas grandes cidades como Moscou e São Petersburgo.

Aliás, são as duas capitais, uma do tempo do império e a atual, que guardam os maiores tesouros russos. São Petersburgo, devido a sua proximidade com os outros países europeus, é a mais cosmopolita e, portanto, mais fácil para comunicar-se em inglês, já que a língua não é tão difundida na Rússia.

A cidade, com quase cinco milhões de habitantes, foi fundada pelo czar Pedro, o Grande, em 1703, para receber a corte e deixá-la mais perto dos grandes centros. Está localizada nas margens do rio Neiva, próximo ao Mar Báltico, e assim como Veneza, Amsterdã e Bruges, é cortada por vários canais.

Apesar dos verões quentes, quando os termômetros passam facilmente dos 35° Celsius, é uma das cidades mais geladas da Europa, com precipitações de neve ao longo de 120 dias por ano, em média.

A atração mais conhecida da cidade imperial é o Hermitage, um dos maiores e mais importantes museus da Europa, com coleções que passam dos três milhões de peças de diferentes épocas e regiões do mundo. O complexo é uma tração por si, por ser composto por 10 edifícios, dos quais sete são tombados como Patrimônio da Humanidade, incluindo o famoso Palácio de Inverno.

Não deixe de conhecer também a Catedral de Santo Isaac, repleta de ouro e mármore; o Palácio Stroganov (que pertenceu ao barão que deu origem ao famoso prato); a Catedral de Kazan; a Casa Singer (uma livraria imensa cujo prédio é adornado com um globo de vidro); e a Igreja da Ressurreição do Salvador, também conhecida como Igreja do Sangue Derramado, com suas famosas torres forradas de porcelana e interior com vitrais e painéis coloridos.

Já Moscou, mais no interior da Rússia, é uma das maiores metrópoles do mundo, com aproximadamente 12 milhões de habitantes. O clima é mais chuvoso que o de São Petersburgo, mas não por isso a cidade é menos interessante: são diversas igrejas ricamente adornadas, palácios e outras construções antigas e imponentes.

A cidade tem como centro geográfico o Kremlin – um conjunto de edifícios construídos para compor uma Fortaleza e que hoje abriga a sede do governo russo – e é tão grande que possui 49 pontes ao longo do Rio Moscovo, o maior da região.  O Kremlin está situado na Praça Vermelha, tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade e palco dos desfiles militares da antiga União Soviética. Abriga ainda a Catedral de São Basílio, que tem mais de 450 anos e sua arquitetura serviu de inspiração para a Igreja do Sangue Derramado, e o Mausoléu Lênin, que reconta a história do líder da revolução.

Não deixe de conhecer também os Jardins de Alexandre (em uma das laterais do Kremlin); alguma das antigas estações de metrô, ricamente adornadas com mosaicos e lustres; o Theatro Bolshoi (procure se programar com antecedência para assistir a uma apresentação, caso não consiga, o edifício sede da companhia já vale a visita); o Complexo Pushkin de Belas Artes, que possui o maior acervo de arte européia em Moscou; a Galeria Tretyakov, especialista em arte russa; o Gorky park, na beira do rio Moscovo, e o Monastério Danilov.

Aproveite também para comprar bugigangas na Ulitsa Arbat, uma das mais antigas e conhecidas da cidade. Moscou também tem excelentes opções de alta gastronomia, especialmente os reconhecidos Wine & Crab e White Rabbit.

A Rússia não possui ligação aérea direta com o Brasil, no entanto, a TAP oferece voos diários partindo de Lisboa, com 7h de duração, e para São Petersburgo, 6h, com escala em Viena.