Uma das capitais europeias mais receptivas ao turismo estrangeiro, Amsterdam tem se preparado para receber melhor os milhões de turistas que querem conhecer a maior cidade da Holanda. De olho na previsão de 30 milhões de turistas por ano já na próxima década (atualmente, são aproximadamente 18 milhões e uma população fixa inferior a um milhão), a prefeitura local resolveu, a partir de 2014, incentivar e reorganizar o turismo local a partir de agendamento e compra de entradas das atrações pela internet (há vários sites especializados), que evitam as filas e eliminam dores de cabeça para visitantes e moradores, e promover a Amsterdam para além do cinturão de 100 km de canais no seu centro histórico – não tão antigo quanto os de outras cidades da Europa, já que a cidade tem “apenas” 743 anos.

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O EYE Filmmuseum está na beira do mar e é um dos principais museus sobre cinema da Europa.
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A estátua da Anne Frank fica em frente a casa onde morou antes de se refugiar no sotão da empresa do pai

Assim, além de organizar e proporcionar uma fruição melhor dos seus atrativos mundialmente conhecidos e concorridíssimos – casa de Anne Frank, museu Van Gogh, o Rijksmuseum e os demais da Museumplein, e cruzeiros pelos canais, só para citar alguns – Amsterdam tem, aos poucos, conseguido distribuir o fluxo de pessoas para outras regiões da cidade, tão interessantes quanto a antiga.

Portanto, a Tapis Rouge preparou algumas dicas destes pontos ainda não tão conhecidos. É bom lembrar também que desde o começo de maio Fortaleza e Amsterdam são ligadas por voos diretos, três vezes por semana, pela companhia holandesa KLM, além da possibilidade de conexão em Paris pela Joon-Air France, outras três vezes por semana.

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Antiga garagem de tram, o Foodhallen é um dos melhores locais para comer bem e barato em Amsterdã
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As pequenas placas na calçada homenageiam os Frank. Apenas o pai, Otto Frank, sobreviveu ao holocausto

A (verdadeira) casa de Anne Frank

O local onde a vítima mais famosa do nazismo se escondia, conhecido como anexo, na verdade era a sede da empresa do seu pai, Otto Frank, o único sobrevivente da família. Os Frank moravam em um bairro planejado, construído nos anos 20, chamado Rivierenbuurt (Bairro dos Rios), cujas ruas homenageiam rios da Holanda e atualmente é cheio de lojas, restaurantes e cafés frequentados majoritariamente por moradores. A casa, em frente a uma praça ornada com uma estátua de Anne, onde os moradores costumam depositar flores, não está aberta à visitação, pois foi restaurada e é sede de uma fundação que abriga escritores perseguidos nos seus países de origem. Aproveite para conhecer a Jimmink, livraria nas redondezas onde Otto comprou o famoso diário para a filha e até hoje em atividade.

Foodhallen

É um mercado gastronômico próximo ao centro histórico, instalado em uma antiga garagem de trams, o metrô de superfície típico da cidade. Lá funcionam diversos pequenos restaurantes e quiosques de comidas de várias partes do mundo e muitas cervejarias artesanais, tudo a um bom preço. A interessante arquitetura industrial conservou os trilhos dos trams. Também há uma galeria anexa com várias lojas, cinema, livraria e espaço para exposições.

Batata frita com maionese

A Holanda não é um país com forte tradição gastronômica, principalmente se comparado com os vizinhos do velho continente, mas se tem uma coisa quase obrigatória na culinária holandesa (além dos produtos derivados de leite), são as batatas fritas. Em várias lojas é comum ver filas grandes para comprar batata frita coberta com maionese, de vários sabores e sempre fresquinhas.

Amsterdam-Noord (NDSM Werf)

Do outro lado da baía e um pouco longe do complexo de canais fica este Noord, a nova região hipster de Amsterdã. Antigamente uma área industrial, entrou em decadência no final dos anos 1970 devido ao fechamento do estaleiro que movimentava a região. No entanto, hoje é um dos locais mais badalados da cidade e acessado facilmente por balsas que saem da Estação Central. Além do Eye Filmmuseum, o museu holandês de cinema, há vários outros atrativos, como o enorme painel do artista visual brasileiro Eduardo Kobra que homenageia Anne Frank; e um bar construído em contêineres desativados sugestivamente batizado como Pillek.

Amsterdamse Bos

O bosque de Amsterdã é bem maior que o central Vondelpark e tão bonito quanto. São 116 pontes, inúmeras alamedas, laguinhos e trilhas. O parque é tão grande que se divide entre Amsterdã e o município vizinho, Amstelveen, apesar de ser administrado pela metrópole.