Rosto conhecido na televisão pelo seu programa de viagens, “50 por 1”, na Record TV, o empresário e apresentador Álvaro Garnero tem uma longa relação com o Ceará. Em 2016 o Estado deixou de ser mais um balneário entre tantos outros que Garnero frequenta e recebeu um dos seus investimentos, o beach club Café de La Musique, no Cumbuco.

Mais recentemente, Garnero ampliou os negócios no Estado ao promover o “Jhon Jhon Rocks” durante o Réveillon em Jericoacoara. Com festas realizadas ao longo de seis dias, bandas e DJs do Brasil e do exterior, além de experiências como caminhada, a festa ganhou repercussão nacional e colocou Jeri novamente sob os holofotes.

A organização do evento, liderada por Garnero, tomou várias precauções para gerar o mínimo possível de impactos, como utilização de água própria; transporte de esgoto direto para a estação de tratamento de Jijoca, para evitar sobrecarga no sistema; geradores silenciosos e uso de copos e canudos plásticos abolidos.

“Tomamos várias precauções para fazer uma festa linda e preservar o paraíso que é Jeri, desde a energia elétrica, fornecida por oito geradores de energia ultra silenciosos, a 100% dos dejetos sólidos reciclados. A limpeza da Arena John John e seus arredores foi realizada poucas horas depois de cada festa”, resume.

Além da possibilidade de novos eventos de grande porte nas nossas praias ainda este ano, o Ceará deve receber Garnero outras vezes em 2019. “Estamos querendo gravar mais uma edição do ’50 por 1: Destinos Incríveis aqui'”, adianta. O Estado foi destaque no programa em duas outras oportunidades, em 2010 e 2013.

O Réveillon 2019 foi o maior evento que Jericoacoara recebeu. Qual avaliação você faz da festa?

O “John John Rocks Jeri 2019” foi incrível. Criamos uma estrutura para nosso público que fosse, ao mesmo tempo, uma experiência única neste paraíso, e ambientalmente responsável. Foram seis dias de festa, com atrações espetaculares, como Alok, Ivete Sangalo, Anitta e Dennis DJ, e ações dos nossos patrocinadores superbacanas para os convidados do evento, como a caminhada Minalba e o café da manhã Quaker. A minha avaliação não poderia ser melhor. Estou muito orgulhoso em fazer parte do time que realizou esse evento histórico.

Você acredita que Jeri tem vocação para outros eventos do porte e ser uma espécie de Ibiza tropical?

Jeri é um paraíso na terra. As paisagens, a vibe, o clima. É uma vila que toda pessoa precisa visitar na vida. E, se tomadas as devidas providências, consegue comportar grandes eventos. A realidade é que temos, no Brasil, localidades incríveis que nada devem à Ibiza. Jeri, Florianópolis, Jurerê, Búzios… O nosso país tem boas possibilidades de comportar grandes eventos como o que acabamos de realizar, desde que toda a estrutura seja pensada de acordo com a capacidade de cada local e de forma sustentável.

Uma das preocupações era que a estrutura de Jericoacoara não comportaria tamanho fluxo. Quais foram os cuidados da produção do evento para evitar o colapso da vila?

Desde o começo do projeto, pensamos em como criar um evento histórico para o Réveillon, deixando a estrutura e a natureza de Jeri intactas. Por isso, tomamos uma série de ações para evitar qualquer desgaste na região. Fomos autossuficientes, nenhum recurso natural da cidade foi utilizado. O evento teve fornecimento próprio de água, energia elétrica e esgoto, além de reciclar e reutilizar 100% dos dejetos sólidos produzidos durante a festa. Além disso, embarcamos em algumas práticas sustentáveis que Jeri já vinha fazendo. Por exemplo, o evento aboliu completamente os canudos de plástico e todos os copos distribuídos durante as festas foram feitos de fibra de mandioca.

Você já projeta organizar outro evento do mesmo porte para o Réveillon 2020? Existe algum outro evento ao longo deste ano que está no seu radar para ser organizado em Jeri?

Acreditamos que o “John John Rocks Jeri” foi um evento que chegou para ficar. Desde a sua concepção, produção, realização, à receptividade do público nos dias seguintes às festas. Temos possibilidades de acreditar que podemos ter novas edições. Ficamos muito impressionado como Jeri absorveu bem a estrutura do John John Rocks e, para mim, Jeri sempre estará na lista de prioridades para eventos desse porte.

Antes do “Jhon John Rocks” você já tinha a experiência do Café de la Musique, no Cumbuco. Como você avalia o potencial do Ceará para empreendimentos turísticos de alto padrão?

O Ceará está se tornando um hub de entrada de europeus e americanos no Brasil com sua localização estratégica. Ainda no primeiro semestre devem iniciar voos semanais de Madrid para Fortaleza, além dos outros voos que já existem. O Cafe de La Musique escolheu a porta de entrada no Ceará, em Cumbuco, com um dos Beach Clubs mais bonitos do Brasil e, bem ao lado, meus sócios estão levantando um hotel de 290 quartos com uma bandeira internacional de grande importância no ramo hoteleiro. O estado deve ficar orgulhoso, pois vai atrair um público international muito qualificado que agrega muito valor para a região.

Quais são as novidades da marca Café de La Musique para 2019?

Fizemos 11 réveillons pelo Brasil com a bandeira do Cafe de La Musique, mais de 40 mil pessoas viraram o ano com a gente. Temos projetos de ampliação para o Nordeste e vamos inaugurar este ano uma unidade em Balneário Camboriú (SC). Agora o foco do Cafe de La Musique está voltado para o Carnaval, com o Camarote Nº 1, na Sapucaí. No 3º andar do Camarote fica a área do Cafe, onde criamos uma experiência com DJs internacionais e shows, levando a nossa vibe e energia para a apoteose do Carnaval. Este ano o Camarote N º1 faz 29 anos e está sob gestão minha e do Zé Victor Oliva há três.